Melhores ações julho 2022: altas e baixas

Veja as piores e melhores ações de julho: com alta de 4,69% no Ibovespa, o setor de varejo e de tecnologia tiveram leve recuperação, enquanto as mineradoras levaram a pior. Acompanhe o top 5!
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Com grandes eventos na reta final do mês, o Ibovespa encerrou julho com alta de 4,69%, aos 103.164 pontos. O destaque ficou para a recuperação parcial das varejistas e para o recorde de dividendos distribuídos pela Petrobras. Na ponta negativa, figuram grandes companhias como Vale e Qualicorp. 

Quer entender o resultado das piores e melhores ações de julho de 2022? Continue lendo o artigo!

Melhores ações julho 2022: maiores altas do Ibovespa

Fonte: GorilaFLOW.

1 – Via (VIIA3)

Os papéis da Via Varejo (VIIA3) lideraram as melhores ações de julho de 2022, com crescimento de 25%. No mês, a possibilidade de recessão global pressionou as commodities para baixo devido à previsão de menor demanda. 

Com os preços das commodities pressionados, houve alívio para as perspectivas da inflação e, consequentemente, das perspectivas de juros também. Esse cenário favoreceu varejistas como a Via, que costumam sofrer no cenário de alta de juros. 

Gráfico de rentabilidade extraído do aplicativo do Gorila exibindo a rentabilidade da VIIA3 durante julho.

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2 – Positivo (POSI3)

A Positivo (POSI3), empresa brasileira de tecnologia, também se destacou de julho, subindo 23,60%. Junto a Via, os papéis também se enquadram nos setores que se beneficiaram com o alívio da inflação no período. 

Assim como o varejo, o setor de tecnologia também é muito sensível às variações de juros. Isso porque, geralmente, tratam-se de companhias de crescimento que contam com seus fluxos de caixa em períodos longos e, quanto maior a taxa de juros, maior também a taxa desconto.

 

Assim como outras empresas de tecnologia, a POSI3 teve certo alívio no mês de julho devido ao afrouxamento da política de taxa de juros.

3 e 4 – Petrobras (PETR4) (PETR3)

Próximo ao fim do mês, a Petrobras surpreendeu o mercado com os seus resultados e figurou entre as maiores altas de julho de 2022. Tanto os papéis preferenciais (PETR4) quanto ordinários (PETR3) performaram bem, crescendo 22,27% e 21,02%, respectivamente.

A escalada aconteceu após o anúncio de R$ 87,8 bilhões de dividendos  a serem distribuídos aos acionistas – recorde trimestral de distribuição de proventos da companhia.

Foram R$ 6,70  distribuídos por ação. Isso surpreendeu o mercado, que esperava um valor menor. A estimativa otimista do Credit Suisse era de R$ 4,40 por ação, por exemplo.

No semestre, a Petrobras já distribuiu R$ 136,3 bilhões em dividendos, superando os R$ 101,4 bilhões aprovados ao longo de  2021.

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Além disso, a força que o petróleo obteve no final do mês também contribuiu para a alta. Bem como outras notícias que animaram a bolsa. Uma delas relacionada à aprovação da diretriz de formação de preços no mercado interno, que adiciona mais uma camada de supervisão na execução da política de preços da companhia. 

De modo geral, a política de preços não foi alterada, mas a medida deu mais segurança a analistas, dissipando preocupações em relação a alterações futuras no regime.

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5 – Locaweb (LWSA3)

A Locaweb (LWSA3), empresa de hospedagem de sites, cresceu 20,46% em julho – beneficiada (assim como as outras companhias de tecnologia) pela queda de juros. 
Entretanto, para além do fenômemo macroeconômico, os relatórios com projeções otimistas para o segundo trimestre da companhia também contribuíram para o resultado. O Credit Suisse, por exemplo, projetou uma combinação de crescimento robusto das receitas e recuparação da margem de Ebitda da empresa. 

A Locaweb cresceu no começo do mês, desabou e depois se recuperou.

Piores ações julho 2022: maiores baixas do Ibovespa

Fonte: GorilaFLOW

1 – Qualicorp (QUAL3)

Enquanto as mineradoras responderam por grande parte das perdas do mês, a operadora de planos de saúde, Qualicorp (QUAL3), encabeçou as baixas de julho, com queda de 11,66% no preço de suas ações.

Após a recomendação dos ativos da empresa ser rebaixada de neutra para venda, com corte do preço alvo das ações, os papéis da companhia derreteram na sessão. Os analistas avaliaram com menos otimismo os resultados das empresas do setor neste trimestre, após um começo de ano também abaixo das expectativas.

Além do aumento do número de cancelamentos, a elevação da sinistralidade e as projeções fracas para os resultados operacionais acabaram afastando os investidores.

A QUAL3 despencou mais de 8% no pregão do dia 26, após a revisão da recomendação dos ativos da companhia.

2 – Bradespar (BRAP4)

Na sequência da Qualicorp, as empresas ligadas ao setor de mineração e ao minério de ferro na bolsa não obtiveram bons resultados em julho. 

A Bradespar (BRAP4), holding que possui grande presença acionária na Vale, ocupou a segunda posição entre as maiores quedas do mês, recuando 10,94%. Exposta a grande parte dos riscos da mineradora, os ativos da Bradespar foram puxados fortemente pela alta volatilidade do minério de ferro no mês. 

Apesar do minério encerrar julho em queda de 5%, as fortes oscilações do preço da commodity no mês, frente a incerteza sobre o futuro da economia chinesa, afastaram os investimentos do setor.

Assim como a própria Vale, a Bradespar também integrou as maiores baixas de julho.

3 – CSN Mineração (CMIN3)

Assim como as ações da Bradespar, os ativos da CSN Mineração (CMIN3) foram diretamente prejudicados pela derrocada do minério de ferro no mês.

A desaceleração da economia chinesa, maior importadora mundial da commodity, por conta da implementação da política de “Covid Zero” no país, levou à queda das projeções para a demanda global do minério de ferro. Isso refletiu nas expectativas dos investidores para a receita da CSN.

No mês, as ações da companhia caíram 9,33%.

4 – Vale (VALE3)

Na quarta colocação, estão as ações da mineradora Vale (VALE3), que despencaram 8,89% no período pelos mesmos motivos relatados acima.

A volatilidade do minério de ferro e as expectativas de resultados abaixo do esperado para as empresas do setor não pouparam os papéis da mineradora e grande distribuidora de dividendos, que responde por quase 14% do índice Ibovespa.

Além da redução do guidance da produção de minério de ferro, comunicada na metade do mês, o resultado corporativo da companhia, divulgado na última quinta-feira (28/07) decepcionou o mercado, apresentando queda de 25% em seu lucro líquido.

As ações da Vale caíram quase 3% no último pregão do mês, após a divulgação de seu balanço.

5 – Gol (GOLL4)

Encerrando a lista de maiores baixas estão as ações da companhia aérea Gol (GOLL4), com recuo de 7,83% no mês. 

Além da persistência do problema da inflação elevada, já introduzido nos últimos meses, que corrói o poder de compra da população e desincentiva o consumo, os investidores não enxergaram o balanço trimestral da companhia com bons olhos.

A alta generalizada dos preços, que colocou as passagens aéreas entre os itens que mais se destacaram nas últimas divulgações do IPCA, também afetou diretamente os custos da companhia. A empresa converteu o lucro líquido observado no mesmo período do ano passado em prejuízo de R$ 2,85 bilhões.

A inflação elevada segue prejudicando o setor aéreo.

Contexto de julho

Saíndo de um desempenho bastante negativo em junho e após passar grande parte do mês abaixo dos 100 mil pontos, o índice Bovespa conseguiu emplacar bons resultados nas duas últimas semanas de julho, fechando em alta de 4,69%, aos 103.165 pontos.

Enquanto a incerteza frente à economia chinesa prejudicou os ativos ligados ao minério de ferro, as empresas do setor de varejo conseguiram ensaiar uma recuperação no mês de julho, após um primeiro semestre bastante complicado.

Política Monetária

O mês foi novamente marcado pelas decisões de política monetária ao redor mundo, com ênfase para as decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve. 

Na Europa, a autoridade monetária da zona do euro decidiu elevar a taxa de juros da região em 50 bps, em decisão que marcou o primeiro aumento de juros desde 2011, e, apesar de já muito antecipada, a introdução do processo de aperto monetário europeu teve um início mais agressivo do que o antecipado.

A inflação ao consumidor seguiu assombrando o continente, atingindo seu maior patamar da série histórica em junho, aos 8,6% no acumulado de 12 meses. A surpresa inflacionária levou à revisão das expectativas para a decisão do EBC, de uma alta de 25 bps para 50 bps na taxa de juros da região.

Após o dólar atingir a paridade com a moeda europeia no começo do mês, diante dos riscos de desabastecimento de gás e de recessão que assolam o continente, a perspectiva de uma atuação mais incisiva da autoridade monetária europeia permitiu uma leve reação do euro.

Além da elevação das taxas de juros, o BCE apresentou seu novo mecanismo anti-fragmentação, chamando de Instrumento de Proteção à Transmissão (IPT), que visa conter a fragmentação dos títulos públicos da região e dar suporte aos países mais vulneráveis à contração monetária que está por vir, como Itália e Portugal.

Nos Estados Unidos, por sua vez, o Comitê de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve votou pela elevação da taxa básica de juros em 75 bps, para o intervalo de 2,25% a 2,50%, como amplamente antecipado pelos investidores. A decisão unânime foi favorecida pela surpresa inflacionária recente e pelo mercado de trabalho ainda aquecido. No entanto, os sinais de desaquecimento da economia americana dificultaram os guidances para as próximas reuniões.

Economia Global

O mês também foi marcado por uma forte correção dos preços das commodities diante da desaceleração da economia global. 

Além do FMI revisar para baixo o crescimento da atividade das principais economias mundiais em 2022, a variação negativa do PIB americano no segundo trimestre, divulgada na última semana do mês, colocou a maior economia do mundo em uma recessão técnica, apesar do mercado de trabalho seguir aquecido.

Na Europa, os riscos de erupção de uma crise energética pela interrupção do fornecimento de gás natural russo ao continente se intensificou em julho, com a aceleração das preocupações com uma possível recessão, reforçada pelo início do aperto monetário da zona do euro.

Na China, a incerteza sobre a manutenção das políticas sociais restritivas, na tentativa de frear a disseminação da Covid, e os dados de atividade abaixo do esperado pesaram sobre as commodities, aumentando a volatilidade das bolsas asiáticas no mês.

Temporada de Balanços

Julho também foi marcado pelo início da divulgação dos balanços corporativos das empresas brasileiras e internacionais, referentes ao segundo trimestre de 2022. Apesar das expectativas para os números estarem menos otimistas, levando em consideração a conjuntura econômica atual, algumas empresas conseguiram emplacar bons resultados.

Nos EUA, as principais empresas de valor de mercado e os grandes bancos já divulgaram seus balanços. Do lado positivo, a Microsoft, Amazon e Apple avançaram nos pregões seguintes às divulgações, após apresentarem resultados animadores para os investidores. Do lado oposto, a queda de usuários das redes-sociais da Meta e a redução do lucro e das receitas da companhia prejudicaram as ações da dona do Facebook na bolsa americana. A Alphabet, dona do Google, também decepcionou, com desaceleração do lucro líquido no período.

Mesmo entre ganhos e perdas, os bons resultados corporativos conseguiram predominar e, somados à expectativa de desaceleração do aperto monetário do Fed, conduziram as principais bolsas americanas ao melhor desempenho mensal em dois anos.

No Brasil, o resultado da Vale não animou o mercado, após a empresa já ter cortado o guidance para a produção de minério de ferro mais cedo no mês. O lucro da companhia recuou 25% quando comparado ao mesmo período do ano passado, para R$ 30 bilhões. Na outra ponta, o balanço da Petrobras trouxe otimismo ao mercado, com o lucro avançando 26%, para R$ 54 bilhões. A estatal também anunciou a distribuição recorde de dividendos para o segundo trimestre.

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