Qual a composição do Ibovespa? Conheça quais empresas fazem parte do índice

Atualmente, 92 ativos de 89 empresas fazem parte da composição do Ibovespa. Descubra aqui quais os critérios e as prévias da carteira.
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Atualizado em 16 de agosto de 2022

Na hora de investir, você fica curioso para saber se a ação escolhida está na composição do Ibovespa? O principal índice da Bolsa de Valores atualmente é composto por 92 ativos de 89 empresas. 

Porém, essa composição vira e mexe é alterada. Isso acontece porque de tempos em tempos são divulgadas prévias de carteiras teóricas. Na prática, isso consiste num rebalanceamento e que serve para ajustar o peso de cada ativo na composição do Ibovespa. 

Dessa forma, não é de se estranhar que a ação com maior alta do dia possa não fazer parte do Ibov. No nosso Telegram, por exemplo, trazemos diariamente a abertura, radar de mercado e fechamento dos papéis que compõem o Ibovespa. Para ficar antenado é só seguir o canal. 

Acompanhe ao longo do artigo os critérios da composição do Ibovespa, além das ações com maior participação.

O que é o índice Bovespa?

O Ibovespa é o principal índice do mercado acionário brasileiro, servindo de termômetro para o desempenho das ações da B3. O IBOV é um índice de retorno total, ou seja, para além da variação dos preços, ele busca refletir o impacto do pagamento de dividendos, juros sobre capital próprio, direitos de subscrição e outros proventos sobre o retorno do índice.

Sendo um índice amplo, qualquer ação ou unit de empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira (B3) é elegível para compor o Ibovespa, desde que se adequem aos critérios de inclusão. Ele funciona como uma carteira teórica para o mercado brasileiro, uma vez que ele contempla apenas 90 das mais de 400 empresas listadas na Bolsa de Valores. Assim, muitas vezes quando se refere à maior alta ou maior baixa do Ibovespa no dia, não necessariamente será a maior alta ou baixa da bolsa.

Ao reproduzir o desempenho somente das ações mais negociadas na B3, o índice possui alta volatilidade e está bastante exposto às oscilações de ativos de empresas associadas a commodities, que possuem forte participação no índice, como Vale e Petrobras, assim como grandes instituições financeiras, como Itaú e Bradesco.

Normalmente, o Ibovespa é utilizado como um benchmark para o desempenho de diversos investimentos em renda variável, sendo o objetivo de diversos gestores e fundos superar a performance do índice de mercado brasileiro. 

Na plataforma do Gorila, é possível observar claramente esse desempenho e comparar a rentabilidade dos seus ativos, como ações e units, com o Ibovespa.

composição ibovespa: gráfico do aplicativo do gorila

Leia mais em:
O que é o Índice Ibovespa e como é calculado?

Rebalanceamento do Ibovespa

O índice têm sua carteira reavaliada a cada quatro meses, com vigência entre os meses de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro, entrando em vigor na primeira segunda-feira do primeiro mês de vigência. A B3 também divulga regularmente três prévias das novas composições dos índices:

1ª prévia: no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira em vigor;

2ª prévia: no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira em vigor;

3ª prévia: no penúltimo pregão de vigência da carteira em vigor.

Quais são os critérios de inclusão?

Há quatro critérios que todos os ativos devem atender para que possam compor o índice Bovespa, são eles:

  1. Representar 85%, em ordem decrescente do Índice de Negociabilidade (IN), dos ativos mais negociados tanto em volume financeiro quanto em número de negócios nos últimos 12 meses (período de vigência das três carteiras anteriores).

  1. Ter sido negociado em pelo menos 95% dos pregões dos últimos 12 meses (período de vigência das três carteiras anteriores).

  1. Possuir participação de, no mínimo, 0,1% no volume financeiro negociado no mercado a vista durante os últimos 12 meses (período de vigência das três carteiras anteriores).

  1. Não pode ser classificado como Penny Stock, ação com cotação média menor que R$ 1, nem estar em processo de recuperação judicial.

Ainda, caso a oferta pública de um ativo tenha sido realizada durante os meses de vigência das últimas três carteiras, o ativo ainda será elegível, desde que a oferta não tenha ocorrido nos últimos quatro meses (período de vigência da última carteira) e atenda aos critérios anteriores para o período de negociação em questão.

Quais são os critérios de ponderação?

Ao serem incorporados ao índice, os ativos receberão seus pesos de acordo com os respectivos valores de mercado do free float (aqueles disponíveis para negociação) de todas as suas ações. Ainda, a ponderação dos ativos não pode ser superior ao dobro da participação que ele teria caso fosse considerado apenas o Índice de Negociabilidade (liquidez do ativo).

Além disso, a participação dos ativos de uma companhia na carteira não poderá ser superior a 20% da composição do índice e, caso isso ocorra, os valores serão reajustados para que se adequem os critérios pré-estabelecidos.

Carteira Teórica: setembro a dezembro

Fonte: B3.

Principais alterações

Sem mudanças em relação à primeira prévia divulgada para o quadrimestre que se inicia em setembro, a segunda prévia para a carteira teórica do Ibovespa, publicada no dia 15/08, introduziu mudanças relevantes na composição do índice, quando comparada à carteira anterior.

Apesar de poucas movimentações na ordem dos dez ativos de maior participação, foram os papéis de maior peso que sofreram as maiores alterações. O ativo com maior incremento em participação foi o ELET3 (+2,37 p.p.), após a desestatização da companhia, passando a ocupar a oitava colocação, com as ações preferências da empresa (ELET6) também ganhando peso. Na outra ponta, a Vale perdeu 1,07 p.p. de participação.

Além da inclusão dos papéis da Arezzo (ARZZ3), Raízen (RIAZ4) e São Martinho (SMTO3), o ativo da JHSF (JHSF3) deixou de compor o índice, que passou a somar 92 ativos de 89 empresas. Ainda, antes do fechamento do quadrimestre, a BIDI11 e a LCAM3 já haviam deixado o índice após pararem de ser negociadas na bolsa.

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TOP 5 composição do Ibovespa

Apesar de contar com pequenas alterações em suas colocações e participações ao longo dos anos, as cinco principais ações que compõem o índice Bovespa (VALE3, PETR4, ITUB4, BBDC4 e PETR3) se revezam no topo desde 2020 (mais tempo se considerarmos também os papéis da B3).

Para setembro, as posições sofreram leves alterações, com PETR3 subindo e BBDC4 descendo. No quadrimestre, o setor financeiro segue em expansão, enquanto commodities perdem força. Veja as principais alterações:

Ativo mai – ago set – dez
VALE3 15.583 14.508
PETR4 6.864 6.766
ITUB4 5.662 6.047
PETR3 4.493 4.712
BBDC4  4.606 4.679

Os cinco principais ativos do índice Bovespa acumulam participação de 36,71%.

1 – Vale (VALE3):

A Vale, privatizada em 1997, é atualmente a segunda maior empresa de capital aberto brasileira, com valor de mercado em torno de R$ 326 bilhões. A empresa atua principalmente no setor de extração mineral, sendo a segunda maior mineradora do mundo, e ocupa a primeira colocação na produção de minério ferro e a segunda na produção de níquel. Ainda, destacam-se as produções de carvão, cobre, manganês e alumínio e sua atuação no setor de logística, energia e siderurgia.

A mineradora também ocupa a terceira posição em receita líquida no país, arrecadando R$ 293,5 bilhões no ano passado, além de superar a Petrobras e registrar o maior lucro líquido nominal de uma empresa de capital aberto no Brasil, com faturamento de R$ 121,2 bilhões em 2021. Além de deter a maior participação no índice Bovespa, os papéis da empresa também são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), integrando o índice industrial Dow Jones.

2 e 4 – Petrobras (PETR4 e PETR3):

Tanto as ações ordinárias quanto as ações preferenciais da estatal de energia brasileira, Petrobras, compõem as cinco primeiras colocações de maior peso no índice Bovespa. A empresa, que opera sob economia mista, com o Estado possuindo mais de 35% de participação na composição acionária, atua no setor de energia, participando de diversas fases do processo de extração, produção e comercialização do petróleo. Sendo uma das maiores petrolíferas do mundo, a estatal atua em mais de 25 países e está listada nas bolsas brasileira, americana, argentina e espanhola.

Com valor de mercado em torno de R$ 436 bilhões, a petrolífera é a maior empresa brasileira em receita líquida (R$ 452,7 bilhões em 2021) e registrou o segundo maior lucro líquido do ano passado, acumulando cerca de R$ 106,7 bilhões. Como boas pagadoras de dividendos, em 2021, a Petrobras e a Vale, somadas, pagaram mais dividendos do que todas as outras empresas da B3 juntas, totalizando R$ 146 bilhões.

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3 – Itaú Unibanco (ITUB4):

Fundado em 2008, a partir da fusão entre o Banco Itaú e o Unibanco, o gigante do mercado financeiro é um dos mais tradicionais e, atualmente, o maior banco brasileiro. Com valor de mercado de R$ 244 bilhões, a empresa figura na terceira colocação entre as maiores participações no Ibovespa.

Em estudo recente elaborado pela plataforma de consultoria Economática, levantou-se que, dentre os dez bancos mais rentáveis do mundo, quatro são brasileiros e o Itaú se posiciona na 5ª colocação, com o retorno sobre o patrimônio de 17,3%. Também recentemente, a instituição firmou uma joint venture com a companhia de software brasileira, Totvs, para a criação de uma plataforma digital de serviços financeiros para pequenas e médias empresas, à qual o mercado olhou com bons olhos.

5 – Bradesco (BBDC4):

Com a 5ª maior participação no índice do mercado brasileiro e mais de 70 milhões de clientes, o Bradesco é o segundo maior banco privado do Brasil, atrás apenas do Itaú. Seu valor de mercado ronda a casa dos R$ 190 bilhões e a instituição obteve o 4º maior lucro de 2021 (R$ 22 bilhões), atrás do Itaú (R$ 25 bilhões).

Suas ações ordinárias também compõem o índice Bovespa, porém com uma participação quatro vezes menor. Na lista de maiores rentabilidades divulgada pela Economática, o Bradesco se encontra na oitava colocação, atrás do Banco do Brasil, com retorno sobre o patrimônio de 15,2%.

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