FIIs dividendos: confira os melhores pagadores em 2021

Descubra quais fundos imobiliários (FIIs) pagaram os maiores dividendos até junho deste ano. Seis deles são do segmento de tijolos.
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Depois de levantar quais ações são as melhores pagadoras de dividendos, o Gorila decidiu repetir a dose, mas dessa vez com os fundos imobiliários. Ao longo do artigo, você vai conferir quais FIIs pagaram os maiores dividendos. 

O nosso levantamento compreende o período de 01/06/2020 a 01/06/2021, sendo levado em consideração o valor do Dividend Yield (DY). 

Acompanhe abaixo o ranking.

Top 10 FIIs dividendos


Fonte: Gorila e Status Invest

Dos 10 fundos imobiliários levantados, 6 são do tipo tijolo: MAC (DMAC11), JHSF Rio Bravo Fazenda Boa Vista Capital Protegido (RBBV11), RB Capital Renda II (RBRD11), SP Downtown (SPTW11), Riza Arctium Real Estate (ARCT11) e XP Corporate Macaé (XPCM11). 

O primeiro colocado na lista, DMAC, ao longo do último ano, pagou aos seus cotistas um valor de R$ 376,14, resultado de rendimentos mensais somados a amortizações. Por ser um fundo imobiliário de desenvolvimento para venda, no segmento residencial, ele futuramente será liquidado e a Direcional vai exercer o direito de compra das ações em posse da do fundo. 

FIIs de tijolo

Mas será que o segmento de tijolo sempre costuma ter um DY alto? Vinícius Klem, da Klem Invest, comenta a respeito. “Os fundos de tijolos em questão que figuram entre os ativos de maior DY respeitam aquela máxima do mercado de renda variável: ‘quanto maior o retorno maior tende a ser o risco intrínseco ao investimento’. SPTW11 e XPCM11 são exemplos claros de como não devemos olhar apenas o retorno. São ativos que possuem apenas um empreendimento no portfólio e um inquilino locado para os únicos imóveis do Fundo, ou seja, se o inquilino rescindir o contrato, o fundo imobiliário perde a receita do aluguel e os cotistas perdem o retorno mensal daquele ativo. Essas rescisões não são tão difíceis de acontecer: no início de 2021 a Petrobras (única inquilina do XPCM11) desocupou o imóvel e deixou o fundo com uma vacância de 100%”. 

fiis dividendos: gráfico exibe queda do fundo XPCM11 ao longo de quase todo último ano enquanto o IFIX ficou bem acima do FII
Gráfico de rentabilidade extraído da plataforma do Gorila exibindo o desempenho do FII XPCM11 de 01/06/2020 a 01/06/2021

Além disso, Klem aponta que ao fazer uma análise não se deve levar somente em consideração o retorno mensal que o FII entrega. “Antes de considerar o indicador DY, deve-se fazer uma análise qualitativa do Fundo e seus empreendimentos, tais como qualidade da gestão, qualidade dos ativos e capacidade de geração de renda”.

Quais fatores para um Dividend Yield alto?

Primeiramente, vale entender como chegamos ao valor do Dividend Yield. O DY equivale a relação entre os últimos 12 rendimentos mensais do FII e o preço que o ativo está sendo negociado no mercado. 

Esta é a fórmula do DY: (Rendimentos 12 meses/preço do ativo) x100.

É possível encontrar um fundo imobiliário com um DY alto porque o preço se desvalorizou. Entretanto, é preciso ter em mente que a capacidade de geração de renda é o que faz com que o fundo traga bons retornos mensais ao cotista e de maneira regular. 

“Cada segmento tem suas particularidades, fundos de tijolos precisam de bons imóveis, em boas localizações e com bons contratos. Fundos de papel, por exemplo, historicamente trazem um retorno mensal maior por que entregam a inflação do índice que estiver indexado (CDI, IPCA ou IGPM) mês a mês nos rendimentos”, explica Klem. 

E complementa: “Lembre-se, não existe almoço grátis no mercado, quanto maior o retorno maior o risco que aquele ativo carrega, por isso é bom procurar estudar bem o ativo para entender se a estratégia do fundo é igual à sua”.

Quando receber dividendos dos FIIs?

Ao investir em fundos de investimento imobiliários, o investidor tem o direito de receber o rendimento, popularmente conhecido como dividendos. Por lei, os FIIs são obrigados a distribuírem 95% do lucro líquido do semestre aos cotistas. Entretanto, muitos fundos acabam entregando os rendimentos mensalmente. Klem alerta que se o fundo não gerar receita dificilmente vai ter lucro e, consequentemente, não terá o que repassar aos cotistas. 

Importância dos fundos imobiliários na carteira

Um bom investidor deve sempre diversificar seus investimentos, respeitando o nível de risco e o tempo disposto para deixar o dinheiro aplicado. 

Para o acúmulo de patrimônio e geração de renda passiva, Klem avalia que os FIIs são uma alternativa interessante. “Todos os meses você terá um dinheiro caindo na sua conta livre de imposto de renda (pelo menos por enquanto). Dessa forma, os FIIs são essenciais para uma carteira previdenciária focada no longo prazo”. 

Por outro lado, Klem pondera que essa classe de ativos não tem um grande potencial de valorização e, consequentemente, ganho de capital. Portanto, os fundos imobiliários não são a melhor opção para o investidor que busca apenas ver a valorização das suas cotas. 

Tributação dos dividendos

No dia 25 de junho, foi enviado ao Congresso a proposta de Reforma Tributária, que inclui a tributação dos rendimentos dos fundos imobiliários – hoje isentos. O projeto causou grande repercussão fazendo o IFIX (índice dos fundos imobiliários) cair mais de 2% na ocasião. 

Caso aprovada, a proposta aplica uma alíquota de 15% sobre os rendimentos dos FIIs. Diante desse possível cenário, Klem pondera o impacto ao investidor. “Caso ela passe, os fundos imobiliários devem sim sofrer no curto prazo até que o mercado encontre um equilíbrio entre os preços com os novos rendimentos que serão tributados, até porque se você recebe 1 real com a tributação você passará a receber 85 centavos. Assim, no curto prazo o mercado sofrerá um estresse, as cotações dos fundos possivelmente irão se desvalorizar para que se encontre um novo DY saudável com o fim da isenção.Até porque vimos que não é só o retorno mensal que altera o DY de um FII e também o preço que ele é negociado no mercado”. 

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Tributação de dividendos: entenda o que está em jogo

Uma dica para o investir é ter cautela para não tomar decisões precipitadas. “Calma, respira e observa o andamento dessa história. De qualquer forma os fundos imobiliários serão ótimos investimentos, pela baixa volatilidade, rendimentos mensais, fácil compreensão e inúmeros outros motivos que ficarão intactos mesmo com a tributação. O mercado se adapta”, finaliza Klem.

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