FIIs dividendos: confira os melhores pagadores em 2022

Descubra quais fundos imobiliários (FIIs) pagaram os maiores dividendos até março deste ano. O primeiro colocado distribuiu um DY de 1447,45%.
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Atualizado em 11 de abril de 2022

Depois de levantar quais ações são as melhores pagadoras de dividendos, o Gorila decidiu repetir a dose, mas dessa vez com os fundos imobiliários. Ao longo do artigo, você vai conferir quais FIIs pagaram os maiores dividendos. 

Para deixar o conteúdo mais próximo de quem investe, decidimos montar duas tabelas: uma com os fundos que fazem parte do iFix e outra com os FIIs no geral, visto que alguns são destinados apenas ao investidor qualificado ou com prazo determinado para encerramento. 

Acompanhe!

Top 10 FIIs dividendos (iFix)

Primeiramente, veja abaixo o ranking de DY dos fundos imobiliários que compõem o iFix. O período escolhido foi de 01/04/2021 a 31/03/2022, sendo levado em consideração o valor do Dividend Yield (DY). 


Fonte: Gorila

O primeiro colocado na lista, SP Downtown (SPTW11), ao longo do último ano pagou aos seus cotistas um Dividend Yield de 29,34%, totalizando R$ 13,14 em rendimentos. 

Na sequência, o ranking é composto por Urca Prime Renda (URPR11) e Habitat II (HABT11) com, respectivamente, 19,29% e 17,57% de DY. 

Dos 10 primeiros fundos imobiliários presentes no iFix, é possível perceber um certo padrão: 6 deles são de recebíveis imobiliários e um tem uma estratégia mais ampla de investimentos, porém também possui certificados de recebíveis. 

Vinícius Klem, da Klem Invest, explica que esses grandes retornos se dão pelo fato de que os fundos de papéis são ativos que se correlacionam com a performance da inflação a depender dos indexadores que seus portfólios estão expostos. 

“No caso dos 7 ativos citados acima, todos eles possuem uma indexação majoritária no IPCA e, a grosso modo, ao passo que a inflação vai subindo a patamares altíssimos, os fundos entregam maior rendimento por essa correção monetária atrelada ao IPCA”. 

Em março, a inflação veio em 1,62%, maior índice para o mês em 28 anos. No acumulado de 12 meses, o IPCA apresentou alta de 11,30%, maior nível desde 2003.

“Por esses motivos que se diz que os fundos imobiliários do segmento de recebíveis são ativos que te ‘protegem’ da inflação uma vez que já entregam imediatamente a correção monetária nos rendimentos mensais e nos preços certos podem rentabilizar de maneira satisfatória uma carteira bem diversificada”, pontua Klem.

FIIs monoativos

O ranking com os maiores FIIs de dividendos tem um ponto de atenção. Dois fundos: SPTW11 e XPCM11, possuem apenas um imóvel em seu portfólio, o que pode ocasionar risco de vacância e escassez de renda para o investidor.

“O XPCM11 é um caso mais conhecido por causa da rescisão de contrato da Petrobras em 2021, que deixou o imóvel sem inquilino. Como o DY é uma relação entre preço da cota e rendimentos entregues nos últimos 12 meses, quando a cotação do fundo cai, isso também contribui para uma elevação do Dividend Yield levando milhares de investidores a aplicarem nesses fundos sem saber da real situação”, explica Klem. 

E complementa: “Há um consenso de que os investidores, principalmente os iniciantes, devem fugir de portfólios mono ativos e mono inquilinos para não correrem riscos desnecessários”.

Top 10 FIIs dividendos (geral)

Agora, considerando todos os fundos imobiliários listados na bolsa, vamos conhecer quais tiveram os maiores ganhos de Dividend Yield, entre 01/04/2021 e 31/03/2022.

Em sua maioria, o ranking traz fundos de prazo determinado, destinados a investidores qualificados e/ou com baixa liquidez e alto risco. 


Fonte: Gorila

O pódio é composto por Tourmalet Ii (TOUR11), Treecorp Real Estate (TCPF11) e Nestpar  (NPAR11). Os três fundos apresentam um DY impressionante de 1447,45%, 1389,68% e 352,03%, respectivamente. 

Entretanto, o investidor não deve olhar  exclusivamente os indicadores de retorno. É preciso analisar os fundos e a composição de seu portfólio. 

“O TOUR11, fundo de desenvolvimento é de prazo de duração determinado e isso traz riscos grandes para o investidor iniciante de fundos imobiliários que, muitas vezes, não sabem que existem fundos com essa característica. Assim, ele tem entregado retorno ao cotista em forma de amortização (devolução de capital) e com isso o fundo vai reduzindo seu valor patrimonial”, analisa o especialista em FII.

Já sobre o segundo colocado, Klem explica que o TCPF11 é um fundo completamente concentrado sem muitas fontes de receita. O alto retorno é proporcional ao risco que se toma. Por último, o NPAR11 é um fundo destinado a investidores qualificados não sendo acessível para investidores em geral.

Quais fatores para um Dividend Yield alto?

Primeiramente, vale entender como chegamos ao valor do Dividend Yield. O DY equivale a relação entre os últimos 12 rendimentos mensais do FII e o preço que o ativo está sendo negociado no mercado. 

Esta é a fórmula do DY: (Rendimentos 12 meses/preço do ativo) x100.

É possível encontrar um fundo imobiliário com um DY alto porque o preço se desvalorizou. Entretanto, é preciso ter em mente que a capacidade de geração de renda é o que faz com que o fundo traga bons retornos mensais ao cotista e de maneira regular. 

“Cada segmento tem suas particularidades, fundos de tijolos precisam de bons imóveis, em boas localizações e com bons contratos. Fundos de papel, por exemplo, historicamente trazem um retorno mensal maior por que entregam a inflação do índice que estiver indexado (CDI, IPCA ou IGPM) mês a mês nos rendimentos”, explica Klem. 

E complementa: “Lembre-se, não existe almoço grátis no mercado, quanto maior o retorno maior o risco que aquele ativo carrega, por isso é bom procurar estudar bem o ativo para entender se a estratégia do fundo é igual à sua”.

Quando receber dividendos dos FIIs?

Ao investir em fundos de investimento imobiliários, o investidor tem o direito de receber o rendimento, popularmente conhecido como dividendos. Por lei, os FIIs são obrigados a distribuírem 95% do lucro líquido do semestre aos cotistas. Entretanto, muitos fundos acabam entregando os rendimentos mensalmente. Klem alerta que se o fundo não gerar receita dificilmente vai ter lucro e, consequentemente, não terá o que repassar aos cotistas. 

FIIs de lajes corporativas e de shoppings: o retorno?

Os FIIs de lajes corporativas e de shoppings foram bastante afetados nos últimos anos com a pandemia do coronavírus. Será que esses segmentos já conseguiram se recuperar? O investidor ainda considera esses tipos?

De acordo com Klem, sim. “Os fundos de shopping se recuperaram mais rápido com a reabertura da economia e melhora das condições de isolamento. Assim, alguns fundos já estão entregando rendimentos mensais no mesmo patamar de antes da pandemia. São exemplos o HSML11 e o MALL11”. 

Por outro lado, os fundos de laje ainda sentem consequências dessa ruptura devido à pandemia, muito pelo home office e desocupação dos imóveis pelos inquilinos. “A média do

desconto, por exemplo, do segmento de lajes corporativas dos fundos negociados no iFix é de aproximadamente 24% abaixo do valor patrimonial e 12% dos Fundos de Shoppings. Assim, mesmo que já haja uma recuperação desses dois segmentos em comparação com o início da pandemia, ainda há um desconto estrutural nos preços desses fundos que pode ser aproveitado pelos investidores”.

Melhores setores de FII para 2022

Perguntamos a Klem quais setores que o investidor deve ficar de olho para investir em FIIs neste ano. 

Lá vem a resposta: “A ideia é que o investidor aproveite o período de alta da Selic para montar uma carteira com alocação inteligente e diversificada aproveitando as melhores oportunidades seja de retorno, seja de preço. Assim, o investidor pode aproveitar ainda os altos dividendos dos fundos de papéis comprando a preços certos enquanto vai montando posições diversificadas em fundos de tijolos dos segmentos logístico, laje, shopping e varejo, que estão com preços descontadíssimos e podem ser boas oportunidades no longo prazo”.

Leia também:
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Importância dos fundos imobiliários na carteira

Um bom investidor deve sempre diversificar seus investimentos, respeitando o nível de risco e o tempo disposto para deixar o dinheiro aplicado. 

Para o acúmulo de patrimônio e geração de renda passiva, Klem avalia que os FIIs são uma alternativa interessante. “Todos os meses você terá um dinheiro caindo na sua conta livre de imposto de renda (pelo menos por enquanto). Dessa forma, os FIIs são essenciais para uma carteira previdenciária focada no longo prazo”. 

Por outro lado, Klem pondera que essa classe de ativos não tem um grande potencial de valorização e, consequentemente, ganho de capital. Portanto, os fundos imobiliários não são a melhor opção para o investidor que busca apenas ver a valorização das suas cotas. 

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