ETFs de criptomoedas: veja 5 opções para você investir

A B3 já conta com cinco ETFs de criptomoedas com as mais diversas composições. Conheça a lista, as vantagens e como investir nesse ativo.
ETFs de criptomoedas
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Está querendo investir no mercado de criptoativos para diversificar sua carteira? Existem diversas opções sendo que uma das mais recentes é via ETF de criptomoedas. Sabia que o primeiro ETF de criptomoeda da B3 foi o HASH11, lançado em abril de 2021 pela Hashdex? 

E como todo novo investimento, requer atenção do investidor para entender suas características e riscos. Acompanhe o artigo para saber tudo sobre mais essa opção de criptoativo. 

O que é ETF de criptomoeda?

Um ETF (Exchange Traded Funds) de criptomoedas é um fundo de investimento que pode ser negociado da Bolsa de Valores da mesma forma como se adquire uma ação. 

É importante destacar que os ETFs reúnem recursos de diversos investidores e replicam um índice de referência, como, por exemplo, o Ibovespa. Dessa forma, são conhecidos como investimentos de fundos de índices. 

No mercado, os ETFs mais populares são o BOVA11, baseado no Ibovespa, BRAX11 que se baseia no Índice Brasil (IBrX 100) e o SMAL11 que segue o índice Small Cap.

No caso dos ETFs de criptomoedas, o que os diferencia dos demais setores é que eles acompanham indicadores de Bitcoin (BTC) ou de qualquer outra criptomoeda conhecidas como altcoins

Quais ETFs de criptomoedas estão listados na B3?

Atualmente, a B3 conta com cinco opções de ETFs de criptomoedas com as mais variadas composições. 

Tabela de ETFs de criptomoedas na B3


Fonte: B3

Conforme comentamos no início do artigo, o primeiro deles foi lançado na bolsa brasileira em abril deste ano. O HASH11, da Hashdex, replica o NCI, índice composto atualmente por uma cesta de oito criptomoedas, cada uma com um peso diferente.

A cada três meses (em março, junho, setembro e dezembro) é feito um rebalanceamento na cesta de ativos, onde alguns deles são inseridos ou eliminados com base em critérios como desempenho e aceitação do mercado.

Gráfico extraído da plataforma do Gorila mostrando a curva de rentabilidade do HASH11 desde a estreia na bolsa em abril de 2021 até 18 de novembro
Gráfico extraído da plataforma do Gorila mostrando a curva de rentabilidade do HASH11 desde a estreia na bolsa em abril de 2021 até 18 de novembro

Já em junho, aconteceu a estreia do QR CME CF Bitcoin Reference Rate (QBTC11). Ele foi o primeiro ETF do país 100% vinculado ao Bitcoin, sendo que acompanha o índice CME CF Bitcoin Reference Rate, da bolsa de derivativos de Chicago (Chicago Mercantile Exchange Group – CME).

Em agosto, mais três novas opções de ETFs de criptomoedas foram lançadas. O CME CF Ether Reference Rate (QETH11), da QR Capital, foi o primeiro fundo de índices nacional com 100% de exposição ao Ethereum. 

Já a Hashdex, trouxe mais duas alternativas aos investidores: o Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Rate (BITH11), que replica o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price e tem 100% de exposição ao Bitcoin, e o Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price Fundo de Índice (ETHE11), que traz como preço de referência o Ethereum (segunda criptomoeda mais negociada do mundo).

ETF de bitcoin nos Estados Unidos

No dia 19 de outubro, começou a ser negociado na bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, o primeiro ETF ligado ao bitcoin.

Com o código BITO, da empresa ProShares, forma mais uma opção para quem tem interesse em se expor às criptomoedas, mas não quer criar contas em exchanges ou carteiras digitais, investindo por meio de corretoras tradicionais.

Como negociar?

Assim como os demais ativos de renda variável, o ETF de criptomoeda tem suas cotas negociadas diretamente na B3. Desta forma, é possível investir por meio das plataformas da sua corretora. Basta inserir o código no home broker, a quantidade e enviar a ordem ao sistema. 

Com a ordem executada, você passa a ter o ativo em sua carteira. A partir daí é muito importante ficar atento ao desempenho do investimento no mercado e o Gorila te ajuda nessa tarefa!

Dashboard inicial do app do Gorila exibindo distribuição de patrimônio e o lucro/prejuízo acumulado

Vantagens

O investidor que quer diversificar sua carteira encontra nos ETFs de criptomoedas uma forma simples e relativamente barata. Sabe porquê? Os ETFs são fundos passivos, ou seja, que replicam algum índice, dessa forma, não precisam que o gestor acompanhe de perto os ativos dentro daquela “cesta”. 

Por essa razão, o valor da taxa de administração costuma ser mais baixo do que o de outros fundos de criptomoedas, visto que esses precisam de um acompanhamento do gestor para fazer o balanceamento da carteira. Esse custo varia de 0,7% a 1,3%. 

Outro ponto é que essa pode ser uma forma dos investidores se familiarizarem com os ativos e também com os riscos e melhores oportunidades. Mais para frente podem, inclusive, investir diretamente nos criptoativos. 

Além disso, os ETFs de criptos são fundos negociados em bolsa e atendem às normas da CVM, diferente do que acontece com as criptomoedas “sozinhas”. Somado a isso, o investidor não precisa criar conta em uma exchange, diferente do que acontece ao investir em uma cripto diretamente. 

Desvantagens

Como diversos ativos no mercado, o ETF de cripto também sobre com a volatilidade, o que pode ocasionar oscilação dos preços. Além disso, há o risco de o ETF não conseguir replicar exatamente o índice de referência, em razão de taxas operacionais e despesas. 

E pelo fato de ter uma gestão passiva, sem a figura de um gestor ativo para rebalancear a carteira, é possível que no curto prazo o investidor possa ter perdas por conta de um ativos que performou mal no período. 

Quem investe diretamente nas criptomoedas pode operar em qualquer dia da semana, 24 horas por dia. Já que opta por aplicar via ETF segue o horário de funcionamento da bolsa de valores, que é de segunda a sexta, das 10h às 17h (até março de 2022, a B3 funcionará até às 18h por conta do horário de verão nos Estados Unidos). 

Saiba mais:

Horário B3: Veja os novos horários de negociação da bolsa

ETF paga dividendos? Fomos buscar essa resposta!

Tributação

Além da taxa de administração cobrada anualmente, os ETFs de criptomoedas estão sujeitos a uma alíquota de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital

É preciso frisar que o próprio investidor deve calcular o valor do tributo e emitir um Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF). O pagamento deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Por outro lado, quem investe diretamente nas criptos só deve pagar imposto sobre o lucro após a venda de moedas virtuais em montante superior a R$ 35 mil por mês. Para ganhos mensais de até R$ 5 milhões, o imposto é de 15% sobre o lucro. 

Leia também:

DARF: o que é e como emitir esse documento

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