Aumento da Selic: “não faz a menor diferença em 10 anos”, diz Guimarães Filho

Selic tem maior alta em 18 anos e irá crescer mais. Veja a análise de Ricardo Guimarães Filho, da Vita Investimentos, sobre o cenário.
Aumento da Selic
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O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic para 5,25% em agosto. O aumento representa a maior elevação dos últimos 18 anos. Diante disso, o Gorila conversou com Ricardo Guimarães Filho, fundador da Vita Investimentos, para entender quais os impactos esse forte movimento trará à renda fixa.

A elevação do Copom foi de 1 ponto percentual frente aos anteriores 4,25%. E ela não vai parar aí. Para a próxima reunião, que acontece em setembro, o Comitê antevê outro ajuste na mesma magnitude.
Na nossa live com Guimarães Filho, entendemos o que está levando à alta da principal taxa da economia e como lidar com esse cenário. Veja a seguir os destaques do encontro.

A Selic foi aos 5,25% ao ano após alta de 1 ponto.
O aumento da Selic em agosto sucedeu três altas de 0,75 ponto.
O Banco Central prevê para setembro uma nova alta de 1 ponto para Selic, o que levaria a taxa para 6,25%.
O plano de voo do Banco Central foi alterado no seu comunicado de agosto e deixou de antever os juros parando de subir. A nova previsão é que os juros passarão a atrapalhar, pois irão além do patamar neutro, jogando contra a atividade econômica.
Os aumentos pungentes da Selic feitos pelo Banco Central pretendem frear a inflação que está fora de controle.
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Antes tarde do que mais tarde ainda…

O impacto da pandemia na economia brasileira no ano passado deixou os juros em  2%. E essa baixa foi mantida pelo Banco Central por um bom tempo.

“Se o juro está 2% e a atividade econômica é retomada, aos poucos temos uma inflação maior que os juros”, diz Guimarães Filho. Com esse contraste, tivemos um juro real negativo de cerca de 5%. 

“Quando o Banco Central percebeu que estava atrasado com o juro baixo, ele começou a aumentar com altas de 0,75%; mas já era tarde demais. Agora ele aumenta o passo, indo de 1% em 1%”, explica o especialista. 

Em um comunicado, o Banco Central disse estar numa situação dúbia: é importante favorecer o crescimento econômico, mas, por outro lado, temos a inflação descontrolada.

Como o investidor deve se posicionar em meio a alta de Selic?

Na visão de Guimarães Filho, o primeiro passo é entender o comportamento dos juros num país emergente como o Brasil. O analista afirma que aqui eles têm um comportamento especulativo.

“A curva de juros é um ativo para você se posicionar e expressar sua visão sobre a inflação futura e decisões futuras do Banco Central. Diferente de países desenvolvidos, os juros aqui não são proteções, são investimentos de risco”, reflete.  

Um fundo de inflação brasileiro com títulos de duração de 7 anos e meio terá a volatilidade aproximada de 7,5% ao ano. A volatilidade do S&P nos EUA é de 12%. “Ou seja, a curva de juros do Brasil tem quase a mesma volatilidade da bolsa americana”, exemplifica.

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Guimarães Filho pondera, por fim, que no que diz respeito a títulos pré-fixados e IPCA+, vão haver perdas. Por outro lado, tudo que estiver atrelado ao CDI irá andar melhor.

E a Selic irá influenciar a renda variável?

As empresas ligadas às altas de juros, como os bancos, irão se beneficiar, de acordo com Guimarães Filho. “É um setor que tende a sofrer menos se a bolsa cair e a andar mais se a bolsa subir num patamar de juros mais altos”, relata. Além disso, “geralmente, as ações de commodities tendem a ter uma boa participação de rentabilidade quando os juros sobem”.  

 Por outro lado, “ações de tecnologia, ou seja, papéis de empresas que não geram fluxo de caixa e têm dívidas […] tendem a ter uma performance pior”, isso porque “quando se aumenta o juro, sobem também os gastos dessas empresas para se refinanciar”, completa. 

Guimarães Filho também chama a atenção para os fundos imobiliários. Até que eles repassem o aumento da inflação nos aluguéis cobrados, “Os fundos de tijolo terão rentabilidade ruim em relação a como está a Selic hoje”. Porém, isso muda quando se trata de fundos de papel: “os fundos de CRI são normalmente atrelados à inflação, então num cenário de juros e inflação mais altos eles tendem a ir melhor”. 

Questionado sobre ser um bom negócio fazer uma maior alocação na renda fixa, Guimarães Filho diz que a gestão da Vita Investimentos tem procurado diminuir a porcentagem de investimentos na bolsa brasileira nas carteiras de seus clientes.

 “Aumentamos muito a posição em bolsas lá fora. Se você balanceia uma boa carteira de renda fixa com dólar como proteção, por exemplo. Se o CDI parar no 8%, por exemplo, começa a ficar mais interessante do que ficar tão alocado em bolsa de valores”, opina.

 

2022 e seus desafios 

O especialista acredita que 2022 será desafiador para o Brasil. Será preciso tirar 14 milhões de pessoas do desemprego. As eleições do ano que vem abalam o governo que tenta se reeleger. Além das diversas discussões em torno da nova proposta de reforma tributária que está em jogo.

Nesse sentido, Guimarães Filho aconselha a diversificação na carteira.

“O mundo hoje está muito desafiador para você investir...você precisa ter um pouco de tudo”

“O importante é você ter proporções corretas dos investimentos e não tomar riscos desnecessários. Não tentar ficar rico com sua carteira. O que deixa as pessoas ricas é o trabalho delas, não o trade na bolsa. A bolsa é longo prazo […]  Ficar ali tentando acertar se o juro vai estar a 9%; 9,10%; 8,9% não faz a menor diferença em 10 anos”, conclui. 

Assista ao vídeo completo sobre o impacto da Selic nos investimentos de renda fixa

Diversifique sua carteira usando o Gorila como consolidador de investimentos

Depois da aula de Ricardo Guimarães Filho, só cresce a certeza de que a diversificação é o melhor caminho a ser seguido na hora de investir. 

E para te ajudar nessa jornada, você pode usar o Gorila! Pelo computador ou pelo aplicativo de celular, você pode acessar à nossa plataforma e consolidar todos os seus investimentos em um único lugar. 

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*Texto escrito sob supervisão de Álvara Bianca

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