Taxa de Performance: entenda como funciona e quando é aplicada!

A taxa de performance incide sobre alguns fundos de investimentos quando eles superam a rentabilidade de determinado benchmark
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Você que está pensando em investir em fundos de investimentos já conhece a taxa de performance?

Entender como ela é cobrada e relevante no mundo dos investimentos é muito importante. Neste artigo vamos te explicar tudo o que você precisa saber sobre a taxa de performance na hora de investir.

O que é taxa de performance

Para responder essa pergunta é necessário entender primeiro o que são fundos de investimentos. Um fundo é composto por vários investimentos diferentes para que o investidor possa diversificar seu portfólio em uma única aplicação.

Já que o investidor não precisa escolher onde investir seu dinheiro, quem faz isso por ele é um gestor. Esse profissional trabalha de forma a escolher os melhores produtos que compõem o fundo e a administrar os recursos da melhor forma possível.

A taxa de performance é cobrada sobre a rentabilidade excedente e comparada a um determinado benchmark pré estabelecido. Assim, ela funciona como uma remuneração extra ao trabalho executado pelos gestores do fundo.

Por isso, todo gestor e sua equipe buscam sempre entregar a melhor rentabilidade possível para receber essa recompensa quando superam suas metas. Por esse motivo, outro nome dado à taxa de performance é sucess fee (taxa de sucesso).

Como a taxa de performance é cobrada

Ao contrário da taxa de administração, a taxa de performance é condicionada à superação de um benchmark e é opcional. Dessa forma, sua existência fica a cargo do fundo que pode cobrar ou não esse adicional.

A taxa de performance é cobrada quando os resultados obtidos pela gestão do fundo superam seu índice de referência (benchmark). Esse índice pode ser o Ibovespa, o CDI ou qualquer outro definido na documentação do fundo em questão.

Exemplo: suponha que você tenha investido em um fundo de investimento que usa o Ibovespa como referência de rentabilidade (benchmark). E ainda, que a taxa de performance seja de 10% sobre o excedente do Ibovespa (nesta hipótese taxa de administração e demais despesas já foram devidamente descontadas)

Nessa linha de raciocínio, vamos supor que o gestor do seu fundo fez um trabalho excepcional e entregou um resultado de rendimentos de 140% do Ibovespa. Com isso, a taxa de rendimento será cobrada exclusivamente sobre os 40% acima da meta. 

Demos o exemplo de 10%, mas o padrão adotado pela indústria de fundos de investimento no Brasil é de cobrar 20% pela taxa de performance. Assim, de acordo com o exemplo, a taxa seria de 20% sobre os 40% de rendimento acima da meta, o equivalente a 0,8% de taxa de performance.

Linha D’água ou Cota-Base: como ela regula a taxa de performance

A Linha D’Água, também conhecida como Cota-Base, serve para estabelecer um parâmetro de regulagem na cobrança da taxa.

Assim fica estabelecido que, se um fundo teve rentabilidade inferior ao do índice de referência do período anterior, a taxa de performance seguinte deverá ser cobrada compensando a diferença do período passado.

Por exemplo: vamos supor que em determinado período, o fundo de investimentos teve um desempenho de somente 80% da performance do Ibovespa, de forma que fechou abaixo da meta. Porém, no período seguinte o fundo superou a meta e fechou com a rentabilidade sendo de 105% do Ibovespa. 

Pela regra da cobrança da taxa de performance, o valor cobrado incidiria sobre os 5% acima do Ibovespa. Porém, como o período anterior fechou abaixo da meta em 20%, a taxa de performance só poderá ser cobrada depois que essa diferença for compensada. 

Assim, a Linha D’Água atua de forma a privilegiar apenas os gestores que têm um desempenho consistente ao longo do tempo e ainda, evitar a remuneração por desempenhos circunstanciais.

Em quais fundos a taxa de performance é cobrada

Geralmente apenas fundos com gestão ativa podem cobrar a taxa de performance. Gestão ativa corresponde a fundos em que o gestor atua de forma direta para fazer o patrimônio do fundo render. Nesse quesito se enquadram os seguintes tipos de fundos:

  • Fundos de ações
  • Fundos multimercados
  • Fundos cambiais

 

Assim, fundos de gestão passiva não podem cobrar nada além da taxa de administração. Mas vale ficar de olho e saber identificar todas as possíveis taxas de investimentos existentes!

Qual a diferença entre taxa de performance e taxa de administração

Enquanto que a taxa de performance é cobrada em fundos de gestão ativa e sobre o excedente do benchmark, a taxa de administração é uma quantia destinada a custear a gestão e o trabalho do gesto. Essa taxa é paga por todos os cotistas que fazem parte do fundo de investimento. 

A taxa de administração é cobrada sobre o valor total do investimento, ou seja, a soma do valor investido mais o rendimento obtido pelo cotista. Essa taxa não é fixa e é expressa como uma porcentagem.

A taxa de administração é uma porcentagem expressa ao ano e é deduzida do fundo diariamente. As rentabilidades divulgadas para o cotista já contemplam o desconto da taxa de administração.

É interessante notar que não há limites para o valor da taxa, e a porcentagem recolhida varia bastante de fundo para fundo. Fundos de investimento mais sofisticados que necessitam de mais análise de mercado para dar retorno costumam ter as taxas mais altas. Já fundos que diversificam menos os investimentos, como é o caso de fundos de títulos públicos, costumam cobrar taxas menores. Só para se ter ideia, a taxa de administração pode variar de  0,3% a.a. e 3,0% a.a.

Exemplo de conta com taxa de performance

Nesse print tirado de um investidor da equipe Gorila, podemos perceber que a rentabilidade ultrapassa o Ibovespa na maioria dos períodos. Sendo assim, em todos estes casos o investidor precisou pagar a taxa de performance para o fundo de investimento.

No Gorila, você acompanha tanto a rentabilidade dos investimentos quanto o pagamento de proventos, além de ficar por dentro dos nossos artigos e descobrir novidades sobre o mercado. 

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