Reserva de emergência: onde investir? Conheça as 5 melhores opções!

Quer dar tchau para poupança? Veja 5 alternativas melhores e saiba onde investir a reserva de emergência para ter mais rendimento.
Reserva de Emergência onde investir
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Para investir bem é preciso se preparar para imprevistos. Por isso devemos ter uma reserva de emergência. Mas onde colocar esse valor? Leia o artigo para descobrir os 5 melhores investimentos para aplicar o dinheiro que vai te salvar nos momentos mais difíceis!

Reserva de emergência

O que é reserva de emergência?

A reserva de emergência é aquele dinheiro que está disponível para uso imediato caso seja necessário. Entender que é preciso criar um desses fundos de contingência para ter uma boa vida financeira é a primeira lição de todo investidor que se preze.

Apesar de fazer parte dos investimentos, a reserva de emergência está em outro patamar. Só devemos recorrer a ela em momentos de extrema necessidade.

O dinheiro ali aplicado precisa ser de fácil acesso. Também precisa suficiente para “segurar as pontas” em contextos onde há contratempos. 

Existem milhares de situações que são imprevisíveis. A pandemia causada pelo coronavírus em 2020 e 2021 é uma delas. Contudo, é possível prever que o imprevisível existe. Ou seja, é possível se preparar para aquilo que é desconhecido, mas que pode acontecer.

Se hoje você tem um emprego, há a possibilidade de uma demissão. Ao ter um carro, ele pode quebrar. Se você tem um cachorrinho, ele pode ficar doente. E assim por diante.

Não é sobre criar paranoias. É sobre ter dinheiro para se prevenir nessas e outras situações que podem acontecer com qualquer um e em qualquer momento. 

Como calcular a reserva de emergência?

O cálculo da reserva de emergência sempre deve considerar o custo de vida mensal da pessoa. É preciso entender quais são os gastos fixos e fundamentais que se têm para se manter sem passar necessidades básicas. Logo, nessa conta entram, por exemplo, as despesas de alimentação, moradia, transporte e saúde, dentre outros. 

Vale destacar que o custo de vida deve sempre ser menor que o seu salário. Isso porque quando ele é maior ou igual ao rendimento mensal, não há como investir dinheiro e há ainda a possibilidade de endividamento.

Esse cálculo varia de pessoa para pessoa, pois possuímos parâmetros distintos de segurança, estabilidade e conforto.

Nesse sentido, o tamanho do fundo de emergência muda conforme o perfil. O modelo de trabalho influencia bastante, por exemplo.

Um profissional concursado tende a ter maior estabilidade financeira, assim, uma reserva de 3 meses de custo de vida pode ser o bastante.

Em contrapartida, um profissional de empresa privada tem maiores chances de perder o emprego. Então especialistas recomendam uma reserva de, no mínimo, 6 meses.

Há ainda os profissionais autônomos, que, por lidarem com maiores incertezas, devem ter uma reserva de pelo menos 12 meses.

Leia mais:
5 dicas para criar sua reserva de emergência

O que se espera num bom investimento para reserva de emergência?

Assim como todo investimento, a reserva de emergência pede que analisemos três aspectos básicos: liquidez, risco e rentabilidade.

É preciso deixar a reserva em um investimento de alta liquidez. Caso contrário, não será possível ter o dinheiro em mãos de forma rápida diante de uma situação de necessidade.

A aplicação tem de ter um baixo risco. O seu pé de meia deve ser alocado num produto de extrema segurança. Uma volatilidade elevada pode fazer com que você perca dinheiro e, por consequência, tenha menos meses de tranquilidade garantida. Sendo assim, o ideal é investir em ativos de renda fixa.

Para ter ainda mais segurança, é necessário procurar investimentos segurados pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que cobre até R$ 250 mil por CPF em cada instituição.

Dado os dois fatores anteriores (alta liquidez e baixo risco), as aplicações para reserva de emergência oferecem, no máximo, uma rentabilidade mediana. Basicamente, nos investimentos de renda fixa, lucra-se com os juros ganhos a partir de um empréstimo. E ninguém te pagará juros altos por emprestar um dinheiro que pode ser pego de volta a qualquer momento. 

Atenção: o objetivo da reserva de emergência é ter segurança, e não alta rentabilidade. Lembra que dissemos lá no começo que a reserva de emergência é um tipo de investimento que está em outro patamar? Isso quer dizer que a principal função dela é precaver, e não dar lucro.

Cofrinho de Porco e reserva de emergência onde investir

É preciso investir a reserva de emergência onde há maior segurança, e não maior lucro (Foto: Brian A Jackson / Shutterstock).

Porém, isso não significa que você não deva fazer o seu dinheiro trabalhar para você. Busque colocar a reserva de emergência em investimentos que aumentem, ao longo do tempo, o valor inicial aplicado. 

Reserva de emergência: onde investir?

Diante das colocações apresentadas, surge a conhecida dúvida “reserva de emergência: onde investir?”. Confira abaixo as 5 principais opções.

1. Tesouro Selic

É um título ofertado pelo Tesouro Direto, do Governo Federal. Basicamente, consiste em financiar a dívida pública das áreas de saúde, educação e infraestrutura. 

Quando você compra um título do Tesouro Selic, você empresta dinheiro para o governo e recebe o valor acrescido de juros. Esses juros rendem 100% da Taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil. Isso significa que seus rendimentos acompanharão os juros da economia brasileira.

O Tesouro Selic é a opção mais segura para a reserva de emergência, pois é o tipo de investimento mais protegido do país. Para se ter uma ideia, o valor aportado só corre risco se o Brasil quebrar. 

Esse título não apresenta rentabilidade negativa. Além disso é isento da taxa de custódia da B3 de 0,25% em aplicações de até R$ 10 mil. Outra vantagem é que a liquidez é diária e, depois de solicitar o resgate, o dinheiro cai na conta após um dia.

A alíquota do Imposto de Renda é descontada automaticamente no momento de retirada do valor. Ela incide sobre o montante obtido conforme o tempo de aplicação, variando entre 22,5% e 15%. Falaremos disso mais adiante. 

Pode-se comprar os títulos do Tesouro Selic através de bancos ou corretoras, que podem ou não cobrar uma taxa de administração. No site do Tesouro Direto, você pode conferir quais são as instituições autorizadas e se elas cobram taxas. 

2. CDB com liquidez diária

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Com esse produto, você empresta dinheiro para um banco e recebe juros calculados com base em uma porcentagem da taxa do CDI. Essa taxa é bastante parecida com a Taxa Selic.

Leia também:
Entenda a diferença entre CDB e CDI

A porcentagem da taxa do CDI que será calculada no empréstimo varia. Os CDBs que pagam porcentagem maior dão mais lucros. Contudo, geralmente esses CDBs não possuem liquidez diária. Então é preciso se atentar a esse detalhe e buscar um  título com uma boa porcentagem do CDI, mas que permita o resgate rápido.

A tributação do CDB é igual a do Tesouro Selic. A incidência do IR varia entre 15% e 22,5% dependendo do período de investimento.

3. Contas digitais com remuneração pelo CDI

Os bancos digitais e fintechs têm se apresentado como opções boas e acessíveis para se investir. Eles costumam ter rentabilidade maior que as dos bancos tradicionais. Confira a tabela com alguns dos CDBs com liquidez diária e rendimentos de contas de pagamentos de algumas das principais instituições:

**CDBs com liquidez diária

Informações consultadas em 25/08/2021

4. LCI ou LCA com liquidez diária

LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de crédito que financiam obras de empresas privadas nos setores imobiliário e agronegócio. A rentabilidade deles funciona de forma semelhante à dos CDBs, usando também a taxa CDI como referência.

A maior vantagem desse tipo de ativo é a isenção do Imposto de Renda

Também é importante falar que a liquidez diária das LCIs e LCAs só fica disponível depois de 90 dias da aplicação. Por isso, não é recomendado colocar toda a reserva de emergência nesse investimento em um primeiro momento.

Você pode colocar parte do dinheiro em LCIs/LCAs e outra parte em CDB ou Tesouro Selic. Inclusive, a diversificação de aportes de reserva de emergência é recomendada. A segurança aumenta se ela for aplicada em mais de um lugar.

Moedas dentro de boia salva-vidas e reserva de emergência onde investir

Em dúvida sobre onde investir a reserva de emergência? Opte por Tesouro Selic, CDBs e/ou LCAs e LCIs com liquidez diária, além de fundos DI. (Foto: Pla2na / Shutterstock)

5. Fundos de renda fixa

Alguns fundos de renda fixa também são boas opções para colocar a reserva de emergência. Uma das principais modalidades são os fundos DI, ou fundos de renda fixa referenciados DI. O DI é outro nome (mais correto tecnicamente) para o CDI, que também é índice de referência dessa modalidade de investimento.

Os fundos DI aplicam pelo menos 95% do seu patrimônio em títulos públicos pós-fixados que estão atrelados às taxas Selic ou ao CDI. 

Veja também:
Como funcionam os fundos de investimento

Investir a reserva de emergência nesse tipo de fundo é uma alternativa viável porque geralmente a liquidez é diária.

Entretanto, é preciso lidar com a taxa de administração, que remunera os profissionais que fazem a gestão dos ativos do fundo. Também há incidência do imposto come-cotas.

Esses fundos também seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, que varia entre 22,5% e 15% do lucro, dependendo do tempo investido. 

Esse produto não é coberto pelo FGC, mas especialistas sinalizam que a grande diversificação da carteira dos fundos DI lhe dá boa proteção. Soma-se a isso o fato de que boa parte desses ativos são de títulos públicos, considerados bastantes seguros. 

E a poupança?

A caderneta de poupança é utilizada pela grande maioria dos brasileiros. Porém, ela não traz grandes vantagens ao investidor e nem chega a ser considerada um investimento por muitos deles. Isso acontece porque o rendimento obtido com essa aplicação é muito baixo.

A poupança possui algumas vantagens. Ela é acessível, não tem limite de aplicação e nem imposto de renda. Em contrapartida, existem muitos pontos negativos.

A caderneta é composta por uma remuneração básica e uma remuneração adicional. A remuneração básica é a TR (Taxa Referencial), que está zerada atualmente, então não serve para nada. Já a remuneração adicional varia em função da Taxa Selic.

Olhando para remuneração adicional, temos dois cenários de rendimentos da poupança:

  • Se a Selic está maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês
  • Se a Selic estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic

No cenário atual (agosto de 2021), a Selic está em 4,25%. Portanto, a poupança está rendendo 70% da Selic. Logo, a poupança rende 2,97% (pois 70% de 4,25 = 2,97%). 

Na prática, investindo na poupança você perde dinheiro e poder de compra

Isso acontece porque os juros baixos e a inflação fazem a poupança ter rentabilidade real negativa. Essa rentabilidade real é calculada descontando o aumento da inflação, que é medida pelo índice IPCA.

Vamos entender como isso funciona através de um exemplo:

Imaginemos que o investidor deixou R$ 1000 rendendo na poupança durante 2021. Considerando a rentabilidade atual de 2,97% ao ano, esse dinheiro se transformaria em R$ 1029,70 no final do período.

Parece que houve ganho, não é? Só parece mesmo. É preciso considerar que a inflação aumentou em 2021. Neste ano, é esperado que esse número chegue a 6,31%

Quando a inflação cresce, o preço dos produtos aumenta também. Então é preciso ter mais dinheiro para comprar as mesmas coisas que eram compradas por um preço mais baixo.

Dessa forma, aqueles R$ 1000 que foram aplicados na poupança e ficaram rendendo 2021 precisariam valer 6,31% a mais para poder comprar as mesmas coisas que compravam antes. 

Esses 6,31% a mais de R$ 1000 representam R$ 63,10. Portanto, para permanecer com o poder de compra seria necessário ter R$ 1063,10. 

Os R$ 1029,70 gerados em 2021 estão abaixo dos R$ 1063,10 que dariam ao investidor o mesmo poder de compra que existiam no início da aplicação. Não houve lucro e o investidor ainda saiu perdendo.

Caminhão de lixo de brinquedo carregando dinheiro e reserva de emergência onde investir

A rentabilidade da poupança não cobre inflação, o que faz o investidor perde dinheiro e poder de compra (Foto: Juliya Shangarey / Shutterstock)

E dá para piorar…

Além de tudo isso, a poupança dá os rendimentos somente no aniversário de aplicação. Isso quer dizer que o dinheiro aplicado só rende no mês seguinte e, se ele for retirado antes, a rentabilidade é perdida.

Por exemplo, se você possui R$ 100 na poupança e guarda mais R$ 50, você só irá receber a rentabilidade sobre esses R$ 50 após 1 mês de aplicação. Nos outros investimentos que apresentamos você receberia a rentabilidade equivalente ao período de saque sobre os R$ 150 totais. 

Logo, podemos concluir que a caderneta poupança:

  • rende menos que o Tesouro Selic (que rende 100% da Selic) e menos que maioria dos CDBs, LCAs, LCIs e fundos DI (que rendem, geralmente, mais de 100% do CDI); 
  • não protege seu dinheiro da inflação, o que acarreta perda de poder de compra;
  • possui “rendimento” condicionado ao aniversário da aplicação, o que pode fazer com que você perca o bônus dos juros se retirar o dinheiro antes do previsto.

Então fuja da poupança!

Impostos para ficar de olho 

O Tesouro Selic, os CDBs com liquidez diária, as LCIs e LCAs com liquidez diária e os fundos DI são todos investimentos de renda fixa. Portanto, seguem essa mesma tributação: 

Imposto de Renda

A alíquota do Imposto de Renda é descontada no momento de retirada do valor e incide sobre o montante obtido conforme a tabela regressiva abaixo:

IOF

O IOF (Imposto Sobre Operações Financeira)  incide caso o resgate do valor da aplicação ocorra num período inferior a 30 dias. 

Dessa forma, a alíquota varia conforme o número de dias que o dinheiro do investidor permaneceu na aplicação. De modo que, quanto mais cedo o dinheiro houver resgate, maior a será a taxa de juros:

Leia também:

9 taxas de investimentos que você precisa conhecer antes de investir

O que fazer depois de montar a reserva de emergência?

Após resolver onde investir a reserva de emergência, você assume o controle da sua vida financeira e pode começar a buscar maneiras de multiplicar seu patrimônio.

Existem duas grandes preocupações para quem investe: a aposentadoria do futuro e o hoje. Com a idade avançada é preciso ter independência financeira para viver com tranquilidade. Mas antes de pensar no futuro, é preciso se preparar no presente. 

Por isso, decidir onde investir a reserva de emergência é a primeira coisa a ser feita antes de tudo. Sem dinheiro para o agora, você não chega no amanhã.

Após se precaver para qualquer imprevisto, você pode começar aumentar seu dinheiro investindo em ativos mais ousados que possuam menor liquidez e volatilidade em troca de maior rentabilidade, por exemplo. 

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Reserva de emergência onde investir

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*Texto escrito sob supervisão de Álvara Bianca  

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