Rendimento: Como um Investimento Pode Apresentar Dois Rendimentos Diferentes?

Uma das primeiras coisas que vem a nossa cabeça quando pensamos sobre investimento é o rendimento. Quanto rendeu tal fundo nos últimos anos? Meu investimento valeu a pena? Resposta: tudo é relativo!
rendimento
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Caro leitor, sem delongas: uma coisa é o rendimento absoluto e outra é o rendimento relativo. Lembra quando éramos crianças e ficávamos contando cada centímetro ganho na nossa altura? Então, imagine uma criança que ficou super feliz por ter crescido 5 centímetros em seis meses (ainda é usada a fita métrica da mamãe?), ela vai contar para seu amiguinho da escola e, surpresa: ele cresceu 10 centímetros nos mesmos seis meses! Pronto, criança emburrada na volta para casa: o rendimento absoluto foi satisfatório (crescer é melhor que não crescer) mas o rendimento relativo foi ruim (cresceu menos que seu amiguinho).

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Um processo similar ocorre na análise de rendimentos dos seus investimentos. Suponha que você decidiu investir R$ 5.000 em um fundo no dia 01 de janeiro de 2016 e, ao final do ano, você tinha um valor de R$ 5.500. Uma conta simples nos leva à um rendimento absoluto de 10% no período. E aí, 10% no período foi bom?

Para responder, precisaremos fazer uma análise relativa. A resposta passa pela escolha de um ativo que possa ser comparado com nosso investimento. Muitos já podem pensar no famoso CDI, outros na bolsa, alguns na taxa de juros… Parem! Não vamos responder algo simples com definições complexas. Uma taxa muito mais presente em nosso cotidiano é a querida e temida inflação (nos anos 90 a inflação bateu 1.300% ao ano, conforme mostra nosso artigo “Inflação e Taxa de Juros? O brasileiro responderia “less is more”leia aqui).

Pensemos de forma pragmática: considere que no dia 01 de janeiro de 2016 você desejava comprar um produto cujo preço era de R$ 5.000, mas decidiu investir esse montante para comprá-lo no fim do ano. Se no final do ano seu investimento estiver valendo R$ 5.500, qualquer preço abaixo de R$ 5.500 – no final de 2016 – nos permite comprar o produto e ainda ficar com um troco no bolso, ou seja, valeu a pena o investimento. Para um preço acima de R$ 5.500, precisaremos de mais dinheiro para comprar o produto, ou seja, o investimento não valeu a pena, visto que eu poderia ter comprado no início do ano sem precisar de desembolso adicional.

Um exemplo numérico é sempre bem-vindo! Vamos analisar nosso investimento sob duas óticas: um com um preço do produto de R$ 5.400 e outra custando R$ 5.600 no fim de 2016. O nosso investimento valeu a pena em algum dos casos?

Com um preço de R$ 5.400 eu posso comprar o produto e sobrará R$ 100. Ou seja, meu rendimento relativo foi de 2% (ganho de R$ 100 sobre um montante inicial de R$ 5.000). No caso de o preço estar R$ 5.600, eu precisaria de mais R$ 100. Ou seja, meu rendimento relativo foi de -2% (perda de R$ 100 sobre um montante inicial de R$ 5.000). Resumindo: meu rendimento absoluto foi de 10% enquanto meu rendimento relativo foi de 2% no caso de o preço do produto ter subido 8% e de -2% no caso de alta de preço de 12%. Portanto o investimento terá valido a pena apenas sob a hipótese de preço de R$ 5.400.

Dois termos bastante utilizados na análise de investimentos são: “rendimento nominal” e “rendimento real”. As expressões são utilizadas para diferenciar o rendimento absoluto (rendimento nominal) de rendimento descontada a inflação (rendimento real). Lembrando que no nosso exemplo a inflação equivale ao aumento no preço do produto desejado.

Voltando ao nosso exemplo, temos, portanto:
Rendimento absoluto do nosso investimento = 10%
Inflação no caso de preço de R$ 5.400 = 8%
Inflação no caso de preço de R$ 5.600 = 12%

 

Para calcularmos o rendimento real, basta subtrair a inflação do rendimento absoluto do nosso investimento!

Voltando ao nosso exemplo, temos, portanto:
Inflação no caso de preço de R$ 5.400 = 8%
Rendimento Real = 10% – 8% = 2%
Inflação no caso de preço de R$ 5.600 = 12%
Rendimento Real = 10% – 12% = -2%

 

Pronto, agora que sanamos nossa dúvida sobre rendimentos, voltemos àquelas “definições complexas”, como o CDI, bolsa e juros. A complexidade aqui refere-se apenas aos porquês da escolha desses índices como base de comparação, porém, não nos aprofundaremos no tema (quem sabe em um outro post?). Objetivamente, após a escolha do índice de comparação, o procedimento é o mesmo: verifique, se for o caso, quanto o CDI rendeu no ano e compare com o rendimento absoluto de seu investimento. Se seu investimento rendeu mais, então valeu a pena!

Recapitulando nossa conversa: ao analisar seus investimentos sempre tenha em mente as diferenças entre “rendimento absoluto” e de “rendimento relativo”. Assim como a criança ficou feliz em casa e triste na escola, podemos ficar satisfeitos com nosso rendimento absoluto até cairmos na real e sacar que, na realidade, o rendimento relativo não valeu a pena!

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