Criptomoedas 2022: confira o perfil de quem investe

De acordo com nosso levantamento, quanto menor o patrimônio investido maior a exposição da carteira em criptomoedas em 2022. Saiba mais!
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Investir em criptomoedas em 2022 tem sido uma constante montanha-russa das emoções. A volatilidade tem feito muitos investidores conhecerem o gosto amargo da rentabilidade indo ladeira abaixo. Tem bitcoin derretendo, Terra (LUNA) nos holofotes… E você faz parte desse grupo?

Tentando entender esse contexto de alocação, o Gorila realizou um levantamento sobre o perfil de quem investe em criptomoedas. Quer saber mais? Então continue a leitura!

Perfil da carteira

De acordo com nosso levantamento, pessoas com até R$ 20 mil de patrimônio investido têm 31% da carteira aplicada em criptomoedas, em média. Já aquelas com patrimônio entre R$ 20 mil e R$ 49 mil, 21%, e as com patrimônio entre R$ 50 mil e R$ 299 mil, 17%. Os investidores com R$ 300 mil ou mais, por sua vez, têm apenas 4% da carteira alocada em moedas digitais.

Olhando esse cenário vem uma pergunta: quais fatores podem ser apontados para entender por que pessoas com patrimônio têm maior exposição?

“Na minha visão isso acontece porque muitos investidores novatos enxergam as criptomoedas como ‘o melhor investimento para multiplicar o patrimônio’, mas, infelizmente, na prática essa grande concentração nunca foi saudável para grande maioria dos pequenos investidores”, aponta Lorenzo Frazzon, analista CNPI e consultor de investimentos da Passer Consultoria.

Então qual seria o percentual ideal de exposição da carteira a essa classe de ativo?

Segundo Frazzon, em um modelo de alocação de investimentos ideal, podemos considerar 5% como o percentual máximo para um investidor com perfil de risco balanceado. Porém, já viu investidores com percentuais perto de 20%, mas não é o comum, nem o recomendado. 

O valor mencionado como ideal está de acordo com a nossa pesquisa que indica investidores com mais de R$ 300 mil com esse percentual aplicado em criptoativos. 

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Variação na alocação das criptomoedas em 2022

Entre abril de 2021 e abril de 2022, foi possível observar que a média de alocação em criptos caiu de 4,91% para 4,56%. Durante esse período, os ativos digitais passaram por altos e baixos. Vamos lembrar alguns momentos marcantes: 

gráfico extraído do Gorila com dados de abril de 2021 a abril de 2022 formando uma curva que oscila
Gráfico extraído do estudo realizado pelo Gorila mostrando a média de alocação em criptomoedas, sendo o pico observado em novembro.

Os maiores valores foram encontrados em novembro (6,05%), período onde houve cotação máxima do Bitcoin chegando na casa dos US$ 69 mil. 

gráfico extraído do Gorila com o percentual da carteira em criptomoedas ao longo dos últimos 12 meses
Entre abril de 2021 e abril de 2022, a média de alocação em criptos caiu de 4,91% para 4,56%. 

É possível dizer que as pessoas gostam de apostar em tendências do momento? O analista considera que infelizmente isso é verdade. “A maioria dos investidores se ‘guia’ pelo investimento do momento e não por uma estratégia bem planejada”.

O público jovem é o que mais se interessa por investir nessa modalidade de investimento principalmente pela afeição com as novas tecnologias, conforme aponta Frazzon. “Entretanto, no nosso escritório temos muitos investidores com mais de 40 anos que alocam em criptomoedas e acreditam nessa classe de ativo e na tecnologia que eles representam”.

O mundo cripto não foi só de alta  

Em 19 de maio de 2021, o bitcoin chegou a cair 20% em um único dia, a US $30 mil, quando Elon Musk informou que a Tesla não iria mais aceitar pagamentos através da mais famosa criptomoeda, por preocupações ambientais. 

A queda abrupta nos preços não é exclusividade do bitcoin. 

Em 12 de maio deste ano, a cripto Terra (LUNA) derreteu mais de 99% do seu valor após a stablecoin a qual é atrelada, Terra USD, perder a paridade com a moeda americana. Isso fez com que o Bitcoin atingisse seu menor patamar desde 2020, abaixo de US$ 28 mil. 

Entre os fatores que impactam as criptomoedas estão o aumento na taxa de juros de vários bancos centrais, como o americano, como medida para conter a inflação. 

“O aumento de juros e retirada do excesso de liquidez dos mercados já mostraram que existe muita empresa de gestão de criptoativos alavancada, como nos casos da Celsius, 3AC, Babel Finance, BlockFi.  As vendas por causa de chamada de margem estão pressionando muito o mercado de criptos, explica Frazzon. 

Além disso, sabia que criptomoeda é mais volátil do que bolsa de valores? Só para termos ideia, nos últimos 12 meses a volatilidade do Bitcoin (em R$) foi de 64,50% contra uma volatilidade de 20,19% do Ibovespa.

E o inverno cripto chegou

Já ouviu o termo inverno cripto por aí? Essa expressão é utilizada para se referir a longos períodos de quedas consecutivas dos ativos digitais. 

E você deve estar se perguntando quando isso vai passar, não é mesmo?

De acordo com Frazzon, o inverno cripto só será totalmente superado no fim de 2023 e início de 2024. “Isso vai ocorrer após a normalização monetária global e a proximidade do halving, além de ser o prazo para a maturação de muitos investimentos feitos por fundos de Venture Capital em 2021 e início de 2022”.

Além disso, o consultor reforça que o bitcoin é um investimento de longo prazo que precisa ser entendido. 

Acompanhe suas criptomoedas através do Gorila

Depois de entender mais sobre o perfil de quem está investindo em criptomoedas em 2022, chegou a hora de ter praticidade com seus ativos. Utilize a plataforma do Gorila para ter centralizado num só lugar seus ativos de renda fixa, renda variável, offshore, além da infinidade de criptos.

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