Do porquinho para a Bolsa: o perfil do jovem investidor - Gorila

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Do porquinho para a Bolsa: o perfil do jovem investidor


Modismo? Atração por alta rentabilidade? Saiba mais sobre o jovem investidor, além da importância da educação financeira no país

09/10/2020

Na sua infância, sinônimo de muito dinheiro era ter o porquinho cheio? Para o jovem investidor isso são tempos passados. O número de quem decide investir em ações antes mesmo dos 18 anos vem crescendo. 

Em setembro, a B3 atingiu a marca de 3 milhões de investidores pessoa física. Desse total, 12.154 equivalem a jovens de até 15 anos. Se comparado a abril, houve um acréscimo de 32%, quando estavam registrados 8.306 jovens investidores. Ao se observar a faixa de 16 a 24 anos, esse número salta para 399.183 em setembro. 

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Já em relação ao Tesouro Direto, de acordo com último dado disponibilizado, em agosto, 315.683 novos participantes se cadastraram no Tesouro, sendo que no total o número atingiu 8.096.273. Em relação à faixa etária, 0,3% correspondem a jovens menores de 15 anos, seguido por 20,3% na faixa de 16 a 25 anos. 

O aumento dos novos investidores se deve principalmente a dois motivos: redução da taxa básica de juros no país – taxa Selic, aliado ao acesso à informação com tantos canais no YouTube, por exemplo. Um certo modismo? Talvez assim como já teve a ‘febre’ de investir em bitcoins. 

Mas será que investir na Bolsa antes dos 18 anos é um bom sinal ou de alerta? Saulo Godoy, consultor de investimentos da Åpen Capital, é a favor desse movimento. “Eu acredito que é um bom sinal. Quando mais cedo você começa a investir, mais cedo você aprende. Não importa se quando a gente fala de sinal a gente remete a perigo, mas qual é o perigo também das pessoas não entrarem mais cedo? É a bolsa não se desenvolver, não ter mais abertura de capital, não ter fluxo de dinheiro”, aponta. 

Lucas – um jovem investidor

O jovem investidor Lucas Silva, 18 anos, começou aos 16 e desde então tem um canal no YouTube. Sua família não tem a cultura de investir, mas foi no irmão Matheus que Lucas se inspirou a aprender sobre a temática.

Nascido em Nova Lacerda (MT), cidade com 6 mil habitantes, Lucas aprendeu bastante coisas pela internet e seu primeiro investimento foi um CDB em um banco com liquidez diária, começando na reserva de emergência.

A ideia de criar um canal para falar sobre investimento veio justamente daí. “Eu ia conversar com alguns colegas da minha cidade sobre investimentos, porque quando a gente conhece sobre algo novo a gente quer ficar falando, né? E aí eles não despertavam interesse em ouvir”, explica Lucas. 

E complementa: “Então eu falei: será que tem alguém no Brasil que quer ouvir sobre isso ou vai ajudar alguém em outro estado? E a única maneira de alcançar essas pessoas em outro lugar é pela internet. Criei o canal e sempre falei que é para compartilhar minha trajetória e meus aprendizados porque eu não investia ainda, então os primeiros passos está tudo registrado no canal desde os 16 anos”. 

Internet versus educação financeira

O Brasil é um país muito diverso. Ainda não há uma cultura de investimento nem de educação financeira que vem das escolas. Mas será que a internet pode de certa forma suprir isso? 

Saulo, acredita que sim: “Você consegue ver que a internet tem um papel. Cada vez mais a comunicação fica direta entre quem quer educar e quem quer se educar. Antigamente a educação ficava muito restrita às instituições e agora essa mudança cultural de investimento está acontecendo de fora para dentro”. 

Entretanto, de acordo com pesquisa do IBGE, ¼ das pessoas ainda não têm acesso à internet. Diante desse cenário, Lucas Silva comenta: “Seria interessante ter na grade curricular obrigatória nas escolas a educação financeira. Aí eu falo o básico: a pessoa entender o que é uma taxa de juros, entender como a inflação funciona. Esses conceitos básicos fazem muito a diferença na prática. Enquanto não está na grade como uma matéria obrigatória, a internet está ajudando muito”. 

Está em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 3145/20 que torna obrigatória a inclusão da educação financeira como tema transversal dos currículos do ensino infantil, do ensino fundamental e do ensino médio. 

Até lá, vai das escolas proporem mais do que o ensino da matemática e abordarem o tema de modo transversal. O tema é importante para auxiliar a criança a saber organizar, desde cedo, seu dinheiro. 

“Eu acho que educação financeira para adolescente é primordial. Dar valor ao dinheiro, aprender o que é poupar, que dinheiro não brota na árvore, saber o que ele está fazendo, não importa o mercado, se é de renda fixa ou variável”, reforça Paulo Gatti, assessor da Trinca Investimentos

Independente da idade, a educação financeira é importante para todos os indivíduos, uma vez que melhora a relação com o dinheiro e serve para auxiliar a controlar os ganhos e os gastos racionalmente. 

Gatti ainda pontua que tem gente mesmo com mais idade que aplica e fala que não entende nada. “Se desde do começo a pessoa tiver um pouco mais de familiaridade, acho que no futuro vai ser muito benéfico para ele”.

De pai para filho

Já imaginou receber uma ação de Dia das Crianças? Essa forma de ‘presente’ não é tão incomum quanto se pensa. Gatti, conta que alguns clientes já abriram uma conta na B3 para seus filhos e depositam periodicamente uma quantia para a compra de papéis. 

Mas pode isso? Sim, basta que a criança tenha CPF, RG e um cadastro com autorização dos pais. Com isso, as ações ficam em nome dos filhos. Quando ele completa 18 anos pode decidir se resgata ou mantém a grana lá aplicada. 

Já teve jovem que completou os 18 anos e eles continuam pondo. Ou mesmo como o pai era meu cliente e depois que ele começou a trabalhar quis procurar o meu serviço para saber mais sobre investimento”, destaca Gatti. 

Outra forma encontrada por seus clientes é por meio de fundos de investimentos, que podem ser de renda fixa, multimercado ou ações, de maneira mais pulverizada. 

“Às vezes um pai quer por R$ 500 num fundo que não aceita esse valor. E às vezes um fundo pode ter uma taxa de administração que não seja boa, como por exemplo 2% ao ano, o que ao final o investidor teria uma rentabilidade negativa”. Porém Gatti, aponta: “Tem fundo que aceita R$ 100 de mínimo e com taxa de administração pequena, mas tem que saber procurar”.

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Recado ao jovem investidor

Já pensou em investir, mas falta tempo, dinheiro ou acredita que não é o momento certo? Lucas dá um recado: “Se for perguntar para qualquer investidor hoje eles se arrependem de não ter começado antes. Existe uma coisa chamada juros compostos e nessa equação quanto maior o tempo maior o ganho. Então a dica que eu daria é começar o quanto antes”. 

Mas não sabe por onde começar? “Se você está lendo essa matéria, você está com acesso à internet. Vai no Youtube e coloca ‘investimento’ e absorve o máximo de conteúdo que você quiser, filtre muita coisa, entenda e comece o quanto antes porque o tempo vai ser essencial nessa trajetória de investimento”, reforça Lucas. 

Já Saulo dá a dica de que o jovem investidor deve começar pela educação e não pela rentabilidade. “Quanto mais jovem, você tem muito mais poder de fazer dinheiro, de ser promovido, de fazer a sua empresa crescer. O jovem de hoje em dia que olha o mercado financeiro deveria se conectar mais com o seu trabalho que é ali a fonte de riqueza e entender o mercado financeiro como um auxiliar, como lugar que você vai colocar a sua riqueza para ser preservada e para ter um pouco de rentabilidade acima da inflação”, finaliza. 

Acompanhe seus investimentos

Tão importante quanto investir é saber acompanhar seus ativos. O Gorila está aqui justamente para ajudar no controle dos seus investimentos, como em ações ou no Tesouro, além de fornecer clareza para que o investidor possa tomar as melhores decisões. 

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