IPO: entenda o que é e como funciona

Saiba o que é IPO
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IPO é a sigla em inglês para Initial Public Offering, termo que significa Oferta Pública Inicial. Ele acontece quando uma empresa decide abrir o capital e passa a ter as suas ações negociadas na Bolsa de Valores. 

Normalmente, as pessoas que investem no IPO, ou no início da oferta pública, têm grandes chances de conseguirem bons resultados. Por exemplo: as ações da empresa Locaweb custavam R$ 17,25 no IPO, em fevereiro de 2020. Nove meses depois, o papel estava cotado a R$ 76,43.

É possível comparar o IPO como quando queremos comprar um apartamento. Quando o empreendimento está na planta, o valor inicial é mais baixo. Com o passar do tempo e término da obra, o apartamento tende a se valorizar – assim como ação. 

Só em 2019, sete companhias brasileiras abriram seu capital no Brasil e no exterior, caso da Centauro, Vivara e XP. Em 2020, mais de 20 empresas lançaram seu IPO, como a Locaweb, Petz, Meliuz e a rede de farmácias Pague Menos. 

Acompanhe o artigo para saber o que é IPO e como ele pode gerar grandes lucros para os acionistas.

Por que uma empresa faz IPO?

Quando uma empresa pretende continuar expandindo suas operações, e não tem capital para isso, ela pode fazer essa captação por meio de terceiros. Dessa forma, passa a ser uma companhia de capital aberto com papéis negociados no pregão da Bolsa de Valores. 

Assim, os investidores fazem aportes que vão financiar os investimentos para que a empresa cresça. Dessa forma, eles se tornam acionistas da empresa. Por outro lado, os recursos também poderão ser direcionados para o pagamento de dívidas, o que deve ser um sinal de alerta para o investidor. 

O IPO não é a única forma pela qual uma empresa pode obter recursos, que podem ser feitos através de financiamentos bancários ou outros tipos de operações de crédito. Porém, no IPO a companhia conta com a vantagem de que as ações não têm vencimento, nem preveem um retorno específico. 

A imagem da empresa também tem uma significativa melhora após o IPO. De um lado há um ganho de credibilidade, uma vez que o mercado entende que uma companhia aberta apresenta um grau de governança corporativa mais elevado. A legislação exige que, para abrir o capital, a empresa apresente três anos de balanços auditados.

Por outro lado, a realização de uma Oferta Pública Inicial resulta numa maior visibilidade na mídia, já que os veículos passam a cobrir a companhia fornecendo informações que são úteis aos investidores.

Etapas do IPO

Para realizar um IPO, a empresa precisa seguir certas etapas. O processo leva em média um ano até que possa precificar e colocar os papéis no mercado. 

Planejamento e auditoria 

Tudo começa com um planejamento analisando as expectativas futuras do setor no qual a empresa atua, se ele está aquecido ou a tendência é desacelerar. 

Geralmente, as empresas que decidem abrir capital encontram-se num ótimo momento. Ao decidir fazer um IPO, o processo leva cerca de um ano, visto que a companhia precisa cumprir uma série de exigências, como realizar auditorias nas demonstrações financeiras dos últimos anos. 

Registro e listagem 

Para que as ações sejam listadas na Bolsa, é preciso solicitar um registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ao mesmo tempo, a empresa também precisa solicitar a sua listagem na B3, a bolsa de valores. Ela deve informar qual o tipo de ações que podem emitir e a quantidade de papéis que devem permanecer em circulação no mercado. 

Prospecto 

Depois disso, a empresa tem que disponibilizar ao público o prospecto do seu IPO. Ele pode conter centenas de páginas e traz os detalhes da oferta, histórico operacional e resultados dos trimestres anteriores. Ao ler o prospecto, o investidor deve entender porque a companhia está abrindo o capital e quais os seus planos. 

Período de reserva das ações

No período de reserva, é a hora na qual os interessados em investir na companhia, como investidores pessoa física ou institucionais, definem o preço e a quantidade de ações que gostariam de adquirir. Isso é feito por meio das corretoras de valores que foram cadastradas para participar do procedimento.

Book building

Com o encerramento do período de reservas, a empresa inicia o book building. Esse processo é feito a partir da análise da demanda dos investidores pelas ações ofertadas, e então chega na precificação final.

IPO

Depois de todas essas etapas chega o grande dia do IPO – onde efetivamente as ações começam a ser negociadas no pregão. É a hora de realizar o levantamento da oferta e divulgar o resultado da captação. 

Tipos de ofertas

Existem duas formas pelas quais as empresas passam a disponibilizar suas cotas na Bolsa: oferta primária e secundária. Vamos ver como funciona cada uma delas. 

  • Oferta Pública Primária: A distribuição de novas ações é feita pela própria empresa, diretamente ao público e os valores arrecadados são destinados ao caixa da companhia.
  • Oferta Pública Secundária: Não há a distribuição de novas ações nessa categoria, apenas a comercialização de ações já existentes. Dessa forma, os valores arrecadados são destinados aos vendedores dos papéis, ao invés de serem direcionados à empresa. 

Dessa forma, é possível concluir que o IPO equivale a uma oferta pública primária de estreia. Depois desse momento, ofertas de ações de companhias que já têm capital aberto levam o nome de Follow On. 

Ressaltando que Follow é um dos eventos corporativos que você consegue acompanhar dentro da plataforma do Gorila

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Vantagens do IPO para o investidor

Como dissemos no início do artigo sobre o que é IPO, o investidor que decide participar pode ver o valor das ações subir rapidamente no dia da oferta inicial. A valorização pode ser rápida e já gerar lucros para venda. 

Se você segue a estratégia de longo prazo, essa pode ser a chance de comprar o ativo e acompanhar seu crescimento. 

E para quem gosta de ter uma carteira repleta de dividendos, essa também pode ser uma boa oportunidade, visto que ao fazer um IPO, todas as empresas se comprometem a pagar 25% dos seus lucros em forma de proventos.

Desvantagens do IPO para o investidor

O IPO engloba empresas de todos os tipos e uma desvantagem está no fato de o acionista não conhecer muito o papel que está adquirindo, ou ser de um setor específico sem outra empresa listada na Bolsa para comparar. 

A ação pode ter risco de liquidez, isto é, o investidor querer vender e não encontrar procura. Tem também o fator imprevisibilidade dos preços. Não é difícil ver o valor das ações disparar no dia da abertura de capital, mas despencar depois de alguns dias. 

O importante é que o investidor saiba o risco que está disposto a correr e se o IPO concilia com a sua estratégia de ganhos. 

A Oferta Inicial representa mais uma opção na carteira de investimento. Por isso, procure ler o prospecto para saber o que a companhia deseja fazer com o dinheiro captado.

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