Melhores ações fevereiro 2022: altas e baixas

Ibovespa fechou em alta de 0,89% após divulgação de balanços de 2021 e fusões. Veja as piores e melhores ações de fevereiro de 2022.
Melhores ações fevereiro 2022
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Em fevereiro, o Ibovespa fechou no positivo novamente, com alta de 0,89%. Dentre os principais fatores para o bom resultado, destacam-se o fluxo estrangeiro na B3 e os resultados dos balanços do último semestre de 2021. Apesar disso, o mês foi encerrado com preocupações devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. 

Quer saber quais foram as piores e melhores ações de fevereiro de 2022? Continue lendo! 

Melhores ações fevereiro 2022: maiores altas no Ibovespa

5 maiores altas de fevereiro de 2022

Fonte: Broadcast

1 – SulAmérica (SULA11)

A grande líder das melhores ações de fevereiro de 2022 é a SulAmérica (SULA11) – com expressiva alta de 38,58%. O crescimento aconteceu nos últimos dias de negociações do mês, após a fusão da companhia com a Rede D’or, que também cresceu significativamente.

A SulAmérica está avaliada em R$ 10,35 bilhões na Bolsa e é considerada a maior seguradora independente do país. Com 7 milhões de clientes, em 2020 registrou lucro líquido de 2,3 bilhões. 

Com a operação anunciada, a SulAmérica será extinta e incorporada à Rede D’Or. Desse modo, os acionistas da SulAmérica ficarão com 13,5% do capital da Rede D’Or.

Melhores ações fevereiro 2022: rentabilidade da SULA11.
No gráfico de rentabilidade extraído do Gorila, é possível ver que o pico na cotação da SULA11 aconteceu no final do mês após anúncio da fusão com a Rede D’Or.

2 – Rede D’Or (RDOR3)

Em segundo lugar na lista está a Rede D’Or (RDOR3), com crescimento de 15,07% em fevereiro. Como já adiantamos, o pico se deu após a empresa anunciar a compra da SulAmérica. 

A aquisição foi a maior já feita em toda a história da companhia e já é apontada como uma das maiores em 2022. Juntas, as empresas somam um valor de mercado que chega a R$ 124,8 bilhões, segundo a Bloomberg.

Melhores ações fevereiro de 2022: rentabilidade da Rede N'Or.
O papel da Rede D’Or foi o segundo melhor entre as melhores ações de fevereiro de 2022.

3 – Carrefour (CRFB3)

O Carrefour obteve crescimento de 14,28% em fevereiro. O resultado positivo se dá com a tendência de alta que se segue após a temporada de divulgação de balanços do 4TRI21, onde a empresa cresceu 1,5%.  

Além do bom saldo obtido no ano passado, outro impulsionador foi a sinergia com o Grupo BIG. Após revisão, estima-se que até 2025 a sinergia seja de, no mínimo R$ 2 bilhões.

Melhores ações fevereiro 2022: rentabilidade do Carrefour.
Apesar da queda no início do período, o papel do Carrefour foi uma das melhores ações de fevereiro de 2022.

4 – Vale (VALE3)

Dentre outros fatores, o resultado do ano passado também influenciou a alta de 14,11% da Vale (VALE3). O montante de R$ 121,2 bilhões ganhos em 2021 foi 353% maior que o lucro registrado em 2021. O resultado é o maior já registrado por uma empresa na história do Brasil.

Soma-se a isso os ganhos com a volatilidade do minério de ferro diante das ações governamentais chinesas.

Após divulgação de balanço do 4TRI21, a Vale performou bem em fevereiro.

5 – Totvs (TOTS3)

Em quinto lugar na lista das melhores ações de fevereiro de 2022 está a Totvs (TOTS3), com crescimento de 13,69%. Seguindo outras empresas da lista, a valorização ocorreu depois do mercado se animar com os resultados do ano passado.

A Totvs reportou lucro líquido de R$ 125,8 milhões, valor 30,9% superior ao mesmo período de 2020. Após isso, analistas do Itaú de do Bank of America elevaram o preço alvo das ações da companhia.

Melhores ações fevereiro 2022: rentabilidade da Totvs.
A Totvs foi uma das melhores companhias de fevereiro de 2022. 

5 maiores baixas de fevereiro de 2022

Fonte: Broadcast

1 – Qualicorp (QUAL3)

Encabeçando a lista de maiores baixas do mês estão as ações da administradora de planos de saúde Qualicorp (QUAL3), que despencaram 30,11% em fevereiro. Apesar do resultado positivo do setor de saúde, a aquisição da SulAmérica pela Rede D’Or não beneficiou os papéis da Qualicorp.

Isso porque a Rede D’Or detém cerca de 29% do capital social da Quali, o que pode implicar em fortes frustrações para o planejamento futuro da empresa. Isso porque a regulação não permite que administradoras de benefícios e operadoras de saúde comercializem produtos sob o mesmo grupo econômico.

Quali perde quase 14% de valor no dia 24 diante do acordo entre SULA11 e RDOR3.

2 – BRF (BRFS3)

As ações da BRF não performaram bem em fevereiro e acumularam a segunda pior queda do mês, variando – 25,17%.

Além da divulgação dos resultados do 4TRI21 pouco animadora, a queda sucedeu problemas no processo de follow on da companhia, tanto na precificação das ações quanto às incertezas relacionadas à Marfrig, acionista majoritária, que buscava aumentar sua participação.

A Marfrig também apresentou sua chapa com dez membros para a composição do conselho de administração da BRF, dentre eles o fundador da Marfrig, Marcos Molina, para presidente. 

Papéis da BRF se mantiveram em baixa ao longo de fevereiro com destaque para a divulgação do balanço no dia 23.

3 – Banco Inter (BIDI11)

Em meio à temporada de balanços, as ações do banco despencaram mais de 10% no pregão seguinte à divulgação dos resultados trimestrais da empresa. O lucro líquido contábil do 4TRI21 do banco registrou queda de 67,1% frente ao mesmo período de 2020, somando R$ 6,4 bilhões. 

Apesar disso, as receitas superaram as expectativas do mercado e apresentaram alta de 131% no ano. No mês, as units do Inter caíram 22,29%.

Ações do Banco Inter recuaram mais de 10% no pregão do dia 22 após resultados frustrantes.

4 – Via Varejo (VIIA3)

O mau desempenho da Via (VIIA3) no mês é reflexo do cenário macroeconômico mais conturbado que tem afetado a performance da maioria das varejistas. A taxa de inflação ainda segue surpreendendo e a elevação das taxas de juros da economia impactam diretamente o setor de comércio. No mês, as ações da Via tombaram 19,7%.

Desempenho ruim é observado ao longo de todo mês de fevereiro.

5 – Meliuz (CASH3)

Os papéis da fintech Meliuz (CASH3) recuaram 18,9% em fevereiro. Sem grandes destaques ou divulgação sobre a empresa no mês, é a conjuntura econômica que segue prejudicando seu desempenho. 

Além da atividade fraca prejudicar os resultados das empresas que dependem do consumo, as altas taxas de desconto reduzem diretamente a lucratividade das techs, cujo crescimento depende fortemente da alavancagem.

Meliuz vê suas ações acelerarem queda a partir da segunda semana de fevereiro.

Contexto fevereiro

Conflito entre a Rússia e Ucrânia chega ao apogeu

Após 4 meses de tensão, Rússia invadiu a Ucrânia no dia 24/02. Nesse dia, a B3 e as bolsas do mundo inteiro fecharam no vermelho. 

O ataque russo vem se intensificando e países do G7 estão aplicando rigorosas sanções para impedir que o conflito continue. Essa movimentação geopolítica deve ser o principal tema a ser observado em março e nos meses subsequentes, pois pode trazer sérias consequências para a economia global.

A Rússia possui um papel importante na economia mundial, principalmente no que toca as commodities. O país é responsável por prover 40% do gás natural da Europa. Assim, a interrupção das cadeias energéticas elevaria os preços das commodities no mundo, sobretudo do petróleo. Fora isso, a Ucrânia é um dos maiores exportadores de milho do globo.  

Brasil segue atraindo investidores de fora

O Brasil seguiu sendo um país atrativo para investidores estrangeiros, que somente em janeiro gastaram R$ 32,4 bilhões na B3. Em fevereiro, a elevação da Selic para 10,75% e as análises que afirmam que os papéis da bolsa estão descontados contribuíram para a continuidade do fluxo de fora. 

Resultados de 2021 impactam a bolsa em fevereiro

Como já adiantamos, a divulgação de balanços do 4TRI21 foi um fator importante na bolsa. Os resultados do ano passado impactaram positiva ou negativamente as companhias.

Ibovespa volátil

O Ibovespa encerrou fevereiro com alta de 0,89%. O índice iniciou o mês com 110 mil pontos, chegando a máxima aos 115 mil e encerrando o período na casa dos 113 mil. No ano, o Ibovespa acumula alta de 7,94%. Entretanto, apenas 37 das 93 do índice fecharam o mês no positivo. 

Dólar

A moeda norte-americana fechou o mês com baixa de 2,83%, cotada a R$ 5,15, registrando a 4ª queda mensal seguida. Essa é a mais longa sequência negativa para moeda desde o último quadrimestre de 2009. No período, o dólar acumula declínio de 8,61%.

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*Texto escrito sob supervisão de Álvara Bianca

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