Investimento imobiliário: 5 jeitos de investir sem comprar um imóvel

Já imaginou fazer um investimento no setor imobiliário com menos de R$ 100? O Gorila traz algumas opções para quem quer diversificar o portfólio.
investimento imobiliário
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Quando falamos em investimento imobiliário logo vem à cabeça adquirir um imóvel. Essa é apenas uma das opções dentro deste cenário. Por isso, nossa ideia é mostrar outras formas de investir no setor imobiliário sem necessariamente comprar uma casa ou terreno para obter lucros. 

É comum ouvir que imóvel é um dos investimentos mais seguros que existem, uma vez que são um ativo físico e com boas perspectivas de valorização. Essa lógica não está errada, mas há formas de diversificar a carteira nesse setor mesmo para quem não tem dinheiro suficiente para quitar um imóvel ou não deseja se comprometer num financiamento.

Quer saber como? É só continuar a leitura para conhecer as opções de investimento no setor imobiliário. 

Benefícios do investimento imobiliário 

Investir em imóvel sempre foi considerado uma aplicação rentável, além de estar atrelado a ativos reais – o que dá a sensação de mais segurança. Porém, não é preciso deter altos valores para poder começar a investir em empreendimentos. Os fundos imobiliários (FIIs), por exemplo, são bem acessíveis ao investidor que adquire cotas e recebe rendimentos mensais.

Além disso, há outros ativos que oferecem taxas de retorno bem mais interessantes que a dos imóveis – em que o preço da locação costuma oscilar entre 0,3% e 0,6% do valor do bem. Lembre-se de que um imóvel só é considerado um investimento se você não for morar nele. Neste caso, ele é considerado patrimônio. Vale lembrar que ele também exige manutenção e oferece risco de vacância. 

FIIs

Os Fundos de Investimentos Imobiliários, popularmente chamados de FIIs, são formados por grupos de investidores com o objetivo de aplicar recursos em diversos tipos de investimentos imobiliários. 

Segundo a B3, 2019 fechou com 632.643 investidores de fundos imobiliários, com o ingresso de 115 mil pessoas apenas nos dois últimos meses de 2019. Em 2020, o cenário continuou em expansão, sendo que em agosto o número de investidores passou a marca de 1 milhão.

Com aplicações de baixo valor, que podem começar abaixo de R$ 100, a pessoa que adquire cotas tem acesso a diferentes tipos de imóveis em vários segmentos do setor, permitindo maior diversificação do seu investimento. São eles:

  • Fundos de Renda: shopping, lajes corporativas, galpões industriais, shoppings, hospitais.
  • Fundos de Tijolo
  • Fundos de Papel
  • Fundos de Fundos
  • Fundos de Compra e Venda de Imóveis 
  • Fundos de Desenvolvimento

A negociação dos FIIs acontece na Bolsa de Valores, da mesma forma que as ações, e o cotista pode alocar recursos em edifícios comerciais, shopping centers e hospitais. E ele ganha tanto na valorização do papel quanto nos aluguéis.

O fundo imobiliário traz ao investidor a vantagem de não precisar se preocupar com escrituras, locação, vacância, reforma e cobrança. Coisas bem comuns de quem tem um imóvel e põe para alugar. 

Os rendimentos “aluguéis” provenientes dos FIIs não são tributados pelo Imposto de Renda. Porém, o que é ganho na venda de cotas são submetidos ao IR. 

Além disso, você consegue comparar a rentabilidade do fundo imobiliário com o IFIX, benchmark financeiro do segmento, que você tem à disposição nos relatórios do Gorila. 

Gráfico de rentabilidade extraído do Gorila comparando a performance de um fundo imobiliário com o IFIX ao longo de um ano

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LCI

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) é um tipo de investimento em renda fixa isento de Imposto de Renda, que costuma garantir retornos superiores ao da poupança. Elas consistem num empréstimo realizado a uma instituição para financiar a construção de novos imóveis. 

Caixa, Banco do Brasil, Itaú e BNDES são alguns dos bancos que financiam a construção de empreendimentos imobiliários. Como retorno, a instituição oferece um juro normalmente atrelado ao CDI, porém também pode ser indexado ao IGPM ou IPCA. 

Para as pessoas físicas, a LCI é isenta da cobrança de IR e seu risco é consideravelmente baixo. Vale destacar que o investidor conta com proteção do FGC, Fundo Garantidor de Crédito, para valores de até R$250 mil por CPF e instituição financeira. 

É interessante atentar para o prazo mínimo de retirada. O vencimento é em média de 3 anos. Dessa forma, ela não é indicada para deixar recursos para a reserva de emergência, já que não é possível resgatar antes do término do contrato.

CRI

Outro ativo que pode oferecer resultados interessantes para a sua carteira é o CRI, Certificados de Recebíveis Imobiliários. 

Também consistem numa forma de investimento em renda fixa, oferecendo a securitização de títulos de créditos imobiliários como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções.

Enquanto as LCIs são títulos emitidos por bancos, os CRIs são emitidos por securitizadoras.

O prazo dos CRIs costumam ser superiores aos das LCIs e não contam com proteção do FGC. 

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Equity Crowdfunding Imobiliário

Com a queda da taxa de juros, o investidor busca diversificação para obter maiores rendimentos. O Equity Crowdfunding Imobiliário é uma nova modalidade de investimento que permite que qualquer um invista em projetos imobiliários que antes não eram acessíveis ao público em geral.

Ele funciona como um financiamento coletivo voltado para pequenas e médias empresas. Todo o processo é feito pela internet, via plataformas regulamentadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), como URBE.ME e INCO. 

O valor mínimo para participar dessas captações é de R$ 1 mil, sendo o limite de R$ 10 mil por ano-calendário, caso não seja um investidor qualificado. O prazo para o retorno é definido no contrato e vai de seis meses a três anos. Os rendimentos projetados costumam ser de 14%, 16% e até 18% ao ano. 

Não há taxas de administração do investimento e nem custo de manutenção, entretanto, esse tipo de investimento tem uma liquidez muito pequena no mercado secundário. Dessa forma, caso o investidor queira sair antes do prazo delimitado, pode encontrar dificuldades. 

Ações imobiliárias

A Bolsa de Valores possui mais de 300 empresas listadas em diversos segmentos, como financeiro, aviação, turismo, energia e varejo. As chamadas ações imobiliárias são aquelas vinculadas ao setor de construção civil. 

Desta forma, o investidor encontra mais uma alternativa para aplicar recursos sem precisar adquirir um imóvel. Há incorporadoras e outros segmentos que também se beneficiam da expansão dos imóveis, caso do setor de materiais de construção, como aço para fazer as vigas, além do maior consumo de louças e metais sanitários, chuveiros e revestimentos cerâmicos. 

Se comparado a um imóvel, as ações possuem maior liquidez na negociação. Quem vende até R$ 20 mil em papéis por mês não tem incidência de Imposto de Renda. Entre os papéis desse segmento estão as construtoras Cyrela, EZTEC, Trisul e Plano&Plano, que realizou IPO em 2020. 

Acompanhe sua carteira no Gorila

Tão importante quanto diversificar a carteira é ter clareza para acompanhar a rentabilidade dos seus ativos. O Gorila te ajuda nessa tarefa trazendo detalhes sobre seus investimentos em renda fixa, ações, FII e muito mais. E ainda traz a cotação em tempo real dos ativos negociados na B3.

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