Fechamento de mercado: Ibovespa renova máxima de fechamento

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram a última sessão da semana sem direção definida, com os investidores repercutindo os dados de inflação e atividade divulgados pela manhã, os quais solidificaram a tese de cortes de juros pelo Fed ainda no primeiro semestre de 2024, além de fortificar a expectativa de ‘soft landing’ da economia estadunidense. Com isso, o Nasdaq 100 e o S&P 500 avançaram 0,12% e 0,17% respectivamente, enquanto o Dow Jones recuou 0,05%. Vale ressaltar que a sessão foi marcada pela liquidez reduzida devido a proximidade do Natal, além da pressão sob os índices por conta do rali apresentado no final do ano.
Na cena local, o Ibovespa renovou a máxima histórica de fechamento, finalizando a sexta-feira em alta de 0,43% aos 132.752 pontos, com o principal índice da bolsa brasileira sendo beneficiado pelo fluxo comercial positivo devido ao bom andamento das pautas econômicas no Congresso, especialmente a aprovação do projeto que visa aumentar a arrecadação do país, afim de cumprir com a meta de zerar o déficit primário em 2024.
No mercado futuro, os contratos de juros apresentaram movimento contido devido a baixa liquidez da sessão, porém repercutiram a aprovação do Orçamento de 2024 no Congresso e os indicadores divulgados nos Estados Unidos pela manhã. Com isso, os contratos encerraram a sessão sem direção definida, beirando a estabilidade e pressionados pelo alívio de prêmios devido ao otimismo com a flecibilidade da política monetária norte-americana e a resolução de assuntos políticos no âmbito doméstico.
No câmbio, o dólar perdeu terreno ante os principais pares internacionais, com o DXY encerrando a sessão em queda de 0,11% aos 101,728 pontos, após os dados de inflação abaixo da expectativas nos EUA e os pedidos de bens duráveis sinalizarem que a economia permanece robusta apesar das condições restritivas, injetaram apetite ao risco no mercado. Ante o real, a moeda estadunidense cedeu 0,53%, negociada a R$4,8616, com a melhora da pespectiva do cenário local, o que favoreceu a entrada de investimento estrangeiro no país.