Fechamento de mercado: Pressionado por commodities, o Ibovespa destoou dos principais pares

Nos Estados Unidos, em mais um dia de agenda de indicadores esvaziada no âmbito internacional, os principais índices encerraram a quarta-feira em alta, à espera do CPI de dezembro programado para ser divulgado amanhã. No final da tarde, o discurso de John Williams, presidente do Fed de Nova York, injetou mais incertezas no mercado, após defender que os juros devem permanecer em patamar restritivo por mais tempo nos EUA, salientando que o trabalho em trazer a inflação à meta, ainda não acabou. Com isso, verificou-se a abertura da curva dos Treasuries por lá, com o título de dez anos atingindo a máxima de 4,047%, o que levou ao arrefecimento da alta das bolsas. Apesar disso, o Nasdaq, o S&P 500 e o Dow Jones encerraram em alta de 0,75%, 0,57% e 0,45% respectivamente.
Sob a perspectiva doméstica, o Ibovespa finalizou o dia em queda de 0,46% aos 130.841 pontos, em descompasso aos principais pares internacionais, pressionado pelo recuo das commodities, em especial o petróleo e o minério de ferro, os quais limitaram o desempenho de ativos com grande participação no índice, como Petrobras e Vale. Neste mês, o índice acumula queda de 2,49%, com sessões sem grandes drivers, marcadas pela baixa liquidez e movimentações modestas.
No mercado futuro, os contratos de juros encerraram a sessão sem viés definido, próximos aos ajustes do dia anterior, enquanto os investidores calibraram as expectativas à espera do CPI dos Estados Unidos e o IPCA amanhã, ambos referente a dezembro de 2023. O mercado anseia por novas sinalizações quanto a trajetória da política monetária na economia estadunidense, enquanto na cena local, aguarda-se pela reancoragem das expectativas de inflação no horizonte observado pelo Copom, na expectativa de que o comitê possa acelerar a magnitude dos cortes nas próximas reuniões.
No câmbio, o dólar perdeu força na sessão, o DXY recuou 0,20% aos 102,366 pontos, enquanto ante o real, a divisa estadunidense cedeu 0,30%, negociado a R$4,8916. A sessão foi novamente marcada pela liquidez reduzida e oscilações contidas no câmbio, em meio à cautela quanto ao dado de inflação nos Estados Unidos que será divulgado amanhã. A moeda brasileira, por sua vez, beneficiou-se da entrada do fluxo de exportadores, o qual sobressaiu-se em relação à queda das commmodities no exterior.