Entenda o que é Open Banking

Ainda em processo de regulamentação no Brasil, O Open Banking pode ser explicado como a transferência da posse dos dados bancários para os clientes
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O Open Banking promete mudar a maneira como o mercado financeiro funciona. Essa revolução vai trazer mais facilidade aos usuários a partir da possibilidade de compartilhamento de informações bancárias dos correntistas com outras instituições.

Hoje em dia são os bancos que têm a posse dos dados bancários dos clientes. Com o Open Banking, o usuário é que decide se ele quer ou não compartilhar seus dados com uma fintech, por exemplo. 

A facilidade vem da integração por API que permitiria o preenchimento automático de todas as informações sobre a conta da pessoa quando houvesse uma conexão com um novo produto financeiro. As instituições financeiras também ganham nesse processo de transferência da posse já que aumentaria as possibilidades de geração de negócios, além de agregar valor ao cliente.

Origem do Open Banking

A Europa é o local onde o conceito do Open Banking está mais presente. Em 2018, foi regulamentada a diretiva PSD2, ou Nova Diretiva de Serviços de Pagamento, que visa criar um mercado único de serviços de pagamento mais integrado, seguro e eficiente. Inclusive, o banco Santander na Europa já disponibiliza suas primeiras APIs. Através da plataforma SIBS API Market, há informação de contas e de iniciação de pagamentos. 

No Reino Unido, por exemplo, com o sistema em vigor, elevou-se a qualidade de serviços e produtos oferecidos aos clientes. Além disso, Estados Unidos, Austrália, Japão, União Europeia e Hong-Kong também já estudam como implementar o Open Banking.

Como será o Open Banking no Brasil?

O Banco Central divulgou as diretrizes do Open Banking no Brasil em abril de 2019. Ao todo, o sistema terá quatro fases para que a mudança seja gradual e as instituições possam se adequar ao novo sistema.

Conheça as etapas do Open Banking no Brasil:

Fase 1: Início em 01/02/2021 

A primeira etapa já começou em 1º de fevereiro. Nela, as instituições financeiras irão compartilhar entre si, sob supervisão do BC, seus canais de atendimento e os produtos e serviços que oferecem – como contas de depósito à vista, poupança, pagamento e operações de crédito. Ela não envolveu o compartilhamento de dados de clientes.

Fase 2:  Início em 13/08/2021

A segunda fase, que estava prevista para começar em 15 de julho, foi adiada pelo BC para 13 de agosto. Ela permite que as instituições financeiras compartilhem entre elas os dados cadastrais de clientes (como nome, CPF/CNPJ, telefone, endereço, etc) e informações relacionadas à conta corrente, tarifas. Lembrando sempre que isso acontece após o  consentimento do consumidor.

Alguns bancos, como Itaú e Banco do Brasil, já estão enviando um tipo de pré-cadastro aos clientes perguntando se eles têm interesse em compartilhar informações cadastrais, de crédito e cartão com outras instituições. 

Fase 3: Início em 30/08/2021

Será possível autorizar instituições a iniciarem pagamentos em seu nome. Os clientes também poderão compartilhar o histórico de informações financeiras. 

Fase 4: Início em 15/12/2021

Na fase final, será possível o compartilhamento de outros dados de produtos e serviços, como informações relacionadas a operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.

Quais as vantagens do Open Banking?

Cada vez mais as pessoas utilizam o Internet Banking ou aplicativos  para economizar o tempo que passariam na fila do banco para  pagar contas ou fazer transferências bancárias.

De 2018 para 2019, as transações bancárias nos canais móveis tiveram salto de 41%, totalizando R$ 4,5 bilhões, conforme Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2020 (ano-base 2019). O estudo ainda indica que os canais digitais foram responsáveis por 63% das transações em 2019. 

Isso sem falar no crescimento dos bancos digitais que conquistam cada vez mais usuários que buscam praticidade e menores taxas. De acordo com um levantamento realizado pelo UBS Evidence Lab, em 2020, o Brasil tinha mais de 60 milhões de contas digitais, sem considerar os números do Caixa Tem (usado para o pagamento do auxílio emergencial). No ano passado, os bancos digitais alcançaram uma participação de 52% contra 48% dos grandes bancos. 

Com o Open Banking, os bancos podem fazer parcerias com outras empresas financeiras e trazer novos serviços mais úteis para facilitar a vida dos clientes. Com essa integração nos serviços, é possível ter novos produtos que possibilitam ao consumidor maior visibilidade e controle de sua vida financeira.

Sem falar na maior autonomia na hora de mudar de banco e não perder o histórico de relacionamento com a instituição, como, por exemplo, se sempre foi bom pagador. 

Outra vantagem é o custo reduzido uma vez que a tecnologia das APIs abertas criam um sistema muito mais integrado. 

O Open Banking é seguro? 

A tecnologia utilizada para compartilhar e integrar dados e serviços de forma segura é via API (“Interface de Programação de Aplicativos”). Ela funciona como um tipo de “ponte” fazendo o intercâmbio entre informações com diferentes linguagens de programação.

Hoje em dia várias empresas já fazem esse compartilhamento de informação. O Facebook, por exemplo, tem uma das APIs mais utilizadas por vários serviços que precisam fazer login de novos usuários em suas plataformas. 

Quando uma pessoa vai fazer um cadastro no Uber já há essa integração e a pessoa pode escolher se registrar com o telefone celular ou clicar no botão referente ao login com o Facebook.  

O Open Banking tem relação com o PIX?

Ambas tecnologias desenvolvidas pelo Banco Central vão mudar a forma como as pessoas movimentam o próprio dinheiro, mas são distintas. O Open Banking cria um ecossistema que facilita o cliente a compartilhar suas informações entre as instituições financeiras autorizadas. Isso agiliza também na hora do correntista migrar de um banco para outro.

Já o PIX permite que os brasileiros enviem e recebam dinheiro 24 horas por dia, sete dias por semana, e de forma gratuita. Antes, para fazer uma transferência bancária, era preciso realizar um DOC ou TED, que custa em torno de R$ 20 por operação. O resultado é um aumento na competição entre instituições financeiras para oferecer um melhor produto ao cliente.  

Open Banking ou Open Finance?

Hoje em dia, o Banco Central utiliza o termo Open Finance por ser mais abrangente do que o Open Banking. A mudança foi anunciada em 24 de maio por Roberto Campos Neto, presidente do BC. Dessa forma, ao invés de atingir apenas os bancos, o modelo também prevê mudanças em outros sistemas financeiros, como fintechs, corretoras, companhias de câmbio e fundos de previdência. 

Como o Open Banking impacta os investimentos?

Com o aumento da competição, os clientes vão poder compartilhar suas informações com outras instituições financeiras, se assim desejarem, ou mesmo migrar os investimentos de uma plataforma para outra de maneira mais fácil e inteligente. Além disso, o Open Banking deve favorecer uma maior disponibilidade de produtos e serviços em cima dessa regulamentação.  

Guilherme Assis, CEO do Gorila, aponta que esse cenário competitivo será benéfico ao investidor: “O Open Banking vai levar à melhora da experiência, uma briga por custo, queda de margem de todas as instituições e um preço melhor para o investidor final”. 

O Gorila e o Open Banking

Antes mesmo da regulamentação, o Gorila já iniciou uma experiência de Open Banking com uma parceria com a corretora Genial. Essa foi a primeira integração com uma instituição financeira via API e com a maior segurança possível para o investidor.

Saiba mais
Gorila e Genial anunciam integração baseada no Open Banking

Como os usuários são os verdadeiros donos de suas informações, com a implementação do Open Banking, eles podem fazer integrações e acompanhar a carteira de investimentos de forma mais completa e unificada em um só lugar. 

O Gorila foi criado com a mentalidade do Open Banking e está pronto para integrar com todos os bancos e corretoras que queiram levar mais transparência e comodidade aos investidores. 

Viu só quantas possibilidades podem ser criadas através do Open Banking? E com a força das startups é possível trazer mais inovação e praticidade para os serviços. 

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