Copom: BC corta Selic em 50 bps a 13,25% a.a.

Copom deixa claro que pretende manter a mesma magnitude de corte para as próximas reuniões, caso os dados corroborem.
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PorMariane Vas - 02/08/2023
2 min de leitura

Nesta quarta-feira, 02 de agosto, o Banco Central decidiu cortar a taxa Selic em 50 bps a 13,25% a.a., depois de ter mantido a taxa estável em 13,75% a.a por 7 reuniões consecutivas. A decisão veio em linha com as expectativas majoritárias do mercado (aproximadamente 60% das apostas), que também considerava a probabilidade de um corte menos agressivo de 25 bps (aproximadamente 40% das apostas).

Apesar da melhora das medidas recentes de inflação subjacentes, a perspectiva é de elevação da inflação cheia no segundo semestre. Agora, as projeções de inflação do Copom em seu cenário de referência situam-se em 4,9% em 2023, 3,4% em 2024 e 3,0% em 2025. As projeções para a inflação de preços administrados são de 9,4% em 2023, 4,6% em 2024 e 3,5% em 2025.

É interessante notar que o BC não considera mais como risco de alta para o cenário inflacionário “alguma incerteza residual sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional” e nem “uma desancoragem maior, ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos.” Mas passou a considerar “uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado.” Entre os riscos de baixa, o comitê retirou o trecho “uma desaceleração na concessão doméstica de crédito maior do que seria compatível com o atual estágio do ciclo de política monetária”, mas incluiu “os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.”

O BC entende que o corte de 50 bps é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024. e, em grau menor, o de 2025. A decisão foi pautada pela reflexão sobre os impactos defasados da política monetária, aliada à queda das expectativas de inflação para prazos mais longos, após decisão recente do Conselho Monetário Nacional sobre a meta para a inflação.

Por fim, o comitê foi claro que pretende manter a mesma magnitude de corte para as próximas reuniões, caso os dados corroborem.

Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário. O Comitê ressalta ainda que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

Veja a comparação dos comunicados:

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